MJS Freelancer

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Comércio local fechado à hora de almoço

Pois é assim a nossa realidade, a realidade desta ilha pequena e por vezes esquecida no meio do Atlântico que governantes, mas sobretudo os que cá vivem, fazem por ter como esquecida.
Hoje na hora de almoço, 12h30, passei pelas artérias principais da nossa cidade com a ideia de ir comprar umas coisas que me faziam falta lá para casa nas nossas lojas do comércio tradicional mas dei com o nariz na porta.
Quem diz eu diz muitas outras pessoas que somente a essa hora conseguem ter tempo para circular na zona comercial da cidade.
Ora bem, isso no meu entender é uma falta de bom senso tremenda.
Não estou com isto a dizer que os comerciantes e os funcionários do nosso comércio deixem de comer, nada disso, só acho que poderia ser encontrada uma nova estratégia.
Porque é que, em vez de abrirem às 09h00 da manhã não abrem às 10h00 e assim, em vez de almoçarem das 13h00 às 14h00, almoçariam uma hora mais tarde?
Ou mesmo, em estabelecimentos com mais de um funcionário, porque não fazer horas de almoço rotativas.
Opa não me venham com histórias de que não é possível, nem venham depois chorar que as pessoas fogem todas para o hiper, porque sinceramente, é o que merecem com atitudes destas.
Não entendo como é que empresários que têm a coragem de abrir a boca para se insurgirem contra outlets, feiras e tudo mais, são os primeiros a fechar a porta em alturas destas…
Falam dos chineses? É certo que pouco contribuem para a nossa economia, mas esses estão abertos de manhã à noite de segunda a segunda e mal ou bem, ainda vão ajudando a recuperar edifícios degradados da nossa cidade, mas isso, são panos para outras mangas…

1 comentário:

Flávio Gonçalves disse...

Isto já para não falar dos preços muito inflacionados... o comércio tradicional dificilmente se vai aguentar, o que é uma pena, quanto menos opções existirem, maiores os monopólios, depois sucede como com as FNACs, depois de vencida e falida toda a concorrência, aumentou os preços como nunca antes.