MJS Freelancer

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ter filhos na escola é mais caro...o aviso é que veio tarde



O tempo é de crise todos nós sabemos.
Os ordenados não sobem mas os bens de primeira necessidade não param de aumentar.
Os combustíveis todas as semanas sofrem alterações, o pão, o leite, a fruta estão como nunca estiveram.
Contenção é a palavra que mais se ouve em todo o país, e já não me refiro somente aos Açores onde a factura da insularidade se paga bem cara. Sim, porque isto por cá é o paraíso como dizem os turistas que nos visitam, não temos índices de violência, toxicodependência, crime como temos em Portugal Continental ou noutros países, mas a verdade é que sair de casa e poder olhar o Pico imponente, ver as pastagens verdinhas e as vacas a passear no pasto custa dinheiro.
Não esqueçamos que 99% dos nossos bens de consumo vêm de fora, o que implica custos... basta olhar os folhetos do Modelo... têm preços fantásticos, mas não é cá... é em Lisboa, Porto, Braga... Nós temos que pagar o facto do barco cá vir descarregar.
Como se não bastasse tudo isto, o malfadado PEC, o aumento dos impostos, os despedimentos da função pública, entre outras desgraças que completariam um rol que nunca mais acabaria de enunciar, as mensalidades das escolas dos nossos filhos aumentou drasticamente.
O pior nem é o facto de ter aumentado, porque na privada só está quem quer, porque e escola pública é gratuita.
O pior, o mau mesmo, é ter aumentado e os pais só terem sido avisados em Setembro quando o novo ano lectivo já começou e quando não temos oportunidade de escolha.
As matrículas decorrem em Maio e em Maio, ora nessa altura, os pais pensavam: "pagava 100 euros de mensalidade, fiz contas à vida e sim senhor, vou optar pela privada, dá-me mais jeito os horários, sabemos que os miúdos têm acesso a boa alimentação, etc, afinal 100 euros nem é assim tanto porque se tivesse que ir todos os dias buscá-los para almoçar e depois pô-los, para além do tempo dispensado, os custos também seriam maiores"...
Foi com este pensamento, contando com esses tais cem euros, que matricularam os filhos.
Férias de Verão, interrupção lectiva, Setembro chega e com ele o regresso às aulas e surge a notícia: "a sua mensalidade passará a ser de 200 euros, não podemos fazer nada, foram medidas implementadas pelo Governo que estipulou novas tabelas".
Uma ova!
Isto não pode ser?
As pessoas não podem estar a esticar ordenados, a contar com uma coisa e depois sair-lhes outra pela culatra.
Os pais dos alunos da privada não têm, em Setembro, outra opção senão manter os filhos nos estabelecimentos. Não lhes aceitam os filhos em mais lado nenhum. E agora?
Como vão fazer as famílias que já não podem esticar mais o ordenado?
Sim, porque esta "teoria do esticanço" é complicada... poupa de um lado, deixa coisas supérfluas de que se gosta, como ginásios, idas ao cinema, jantares fora, pensando em dar uma boa educação aos filhos para quê?
Para surgir esta política de incentivo à natalidade tão linda e útil?

Foto Google


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