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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Ensino vs Obra





No espaço de uma semana, entre a edição do dia 18 e esta que vos chega a 25 de Maio, o Faial registou dois acontecimentos importantes na área da educação.

Primeiro tivemos o lançamento da primeira pedra da Creche dos Flamengos do Centro Comunitário do Divino Espírito Santo.  

Com um investimento global de 1 248 mil euros, esta creche tem capacidade para acolher cerca de 80 crianças e tem por objectivo aumentar a capacidade de resposta à procura existente, nomeadamente no que à educação pré-escolar diz respeito.

Mais do que discutir a freguesia onde ficará instalada, importa ter em mente que o Faial fica assim com mais uma unidade para acolher as nossas crianças, isto numa altura em que as listas de espera ultrapassam as 200 crianças.

Dias depois Cláudia Cardoso esteve no Faial para o lançamento da primeira pedra da empreitada de grande reparação da Escola Básica Integrada, um investimento de 7,2 milhões de euros, que deverá estar concluído em Maio de 2014 e terá capacidade para 700 alunos.

Duas obras importantes para o Faial que permitirão melhorar as condições em que as gerações mais novas e vindouras se formam para a vida.

Importa sim que não sejam obras a cair no esquecimento, isto é, cujas primeiras pedras são lançadas com pompa e circunstância, mas a concretização da obra em si seja “um parto difícil”.

É certo que estamos em vésperas de eleições e que cada um quer “puxar a brasa à sua sardinha”, mas não nos deixemos cair em sensacionalismos e preciosismos.

Importa não fazer uma gestão eleitoralista dos investimentos, nem ter dois pesos e duas medidas.

Pensemos de forma clara: é bom para o Faial? Vai melhorar a nossa qualidade de vida? Se a resposta é evidente, então é altura de arregaçar mangas e trabalhar.

Esta não é uma altura para estar de costas voltadas nem tão pouco para se alimentarem tricas, é sim altura unir esforços por esta terra. É altura de reivindicar tudo a que o Faial tem direito.

Os nossos políticos têm que se unir na defesa da nossa terra e nós cidadãos, temos que avaliar conscientemente o que se está a passar à nossa volta.

É o ideal? É o possível? É isto que queremos para o Faial? Estamos no rumo certo? Precisamos mudar?

Essa reflexão, com ou sem primeiras pedras, tem que ser feita por cada um de nós individualmente, mais uma vez, conscientemente, para, em Outubro próximo, podermos dar o mote no momento do escrutínio final.

Por agora, vamos “fazer figas” para que os nossos projectos, há muito acalentados e adormecidos, tomem forma e se tornem realidade. 

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