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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Ser açoriano



Maria da Graça Câmara disse “P’ra se ser açoriano é preciso aqui nascer ou então viver a vida p’ra saber aqui morrer”.

Ser açoriano é, no fundo, vencer barreiras, dourar as fraquezas e fazê-las forças e, acima de tudo, ser devoto do Divino Espírito Santo.

 

A açorianidade, o sentimento de pertença a esta terra tão única, vai para além do território insular.

 

Por todo o mundo, onde quer que os açorianos estejam fixados, este sentimento está tão vivo como aqui.


Basta para isso recordarmos as grandes festividades de culto ao Divino Espírito Santo que se realizam em Fall River, nos Estados Unidos da América e que juntam milhares de devotos. Quer por fé, quer apenas por cultura popular, em todas as comunidades açorianas sempre que haja Açorianos está presente a festividade e celebração do culto ao Divino Espírito Santo.

Como forma de exaltação da açorianidade foi instituído em 1980 o Dia dos Açores, exactamente para a segunda-feira de Espírito Santo, ou seja da maior celebração religiosa e cívica dos Açores.

As comemorações da autonomia destes “estranhos e simpáticos loucos” (Azevedo, José, in Postal de Viagem) assinalam aquele que é o nosso dia, num dia de festa, amizade, confraternização e unidade.

É o dia do reconhecimento àqueles e àquelas que, individual ou institucionalmente, tudo dão para construir e formar uma Região mais coesa, mais unida, mais rica.

Em dia de celebração dos Açores e da Autonomia, a unidade e a concórdia devem imperar, todavia, este ano, com as comemorações a decorrerem em São Miguel, um incidente protocolar originou uma troca de acusações entre o presidente do Governo Regional e a líder regional social-democrata.

Uma situação a nosso ver lamentável, evitável e desprestigiosa do momento que se pretendia comemorar.

Este é um dia em que devemos pensar em consciência sobre as nossas origens, sobre as nossas raízes, não é um dia para tête-a-têtes…

A autonomia trouxe-nos mais valias imensas e, a verdade é que o arquipélago dos Açores, perdido no meio do oceano Atlântico, está melhor desde que foi instituída a autonomia que, recorde-se, não é um processo finito.

A autonomia é algo que se constrói dia após dias, semana após semana, mês após mês, ano após anos e que depende de todos nós, de Santa Maria ao Corvo, passando pela diáspora.

Ser açoriano, a autonomia está em cada um de nós.


1 comentário:

Flávio Gonçalves disse...

Uma Pátria que se adia ;)