MJS Freelancer

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quinta-feira, 14 de junho de 2012

O nosso mar



Comemorou-se recentemente o Dia Mundial dos Oceanos.

Para nós, ilhéus do meio do Oceano, o mar é o elemento ambiental com uma maior presença e influência no nosso espírito e nas nossas vidas. É esse mar azul extensão de águas salgadas e movediças, o meio natural que mais permanece na nossa lembrança e no nosso quotidiano.

Mas o nosso mar não é apenas um motivo de exploração poética ou de base para a ficção literária. É ele que, sem separar ou afastar as ilhas, constitui um factor de união e de ligação entre as terras circundantes que, retalhadas pelas forças vulcânicas, formaram os arquipélagos, cujas comunicações internas se fizeram sempre, ao longo da história, através da larga “planura líquida” marinha, um enorme espaço que ainda hoje é a “estrada” da movimentação dos transportes de pessoas e bens em grande escala.

O mar é também ainda hoje uma rica fonte de produtos alimentares de consumo local e para exportação, com efeitos directos e indirectos extremamente positivos, na economia da Região. E só é lamentável e incompreensível que há anos atrás, em cumprimento de uma norma comunitária, com intenções de certo modo nebulosas, se tenham abatido nos Açores dezenas de “traineiras” das frotas de pesca regionais, embora num regime de subsídio ao acto da destruição.

Para além das pescas de maior ou menor dimensão, nos nossos dias o mar adquiriu outras valências no campo desportivo e recreativo que se enquadram na actividade turística: a vela e as modalidades náuticas em geral, os passeios de barco, a observação de baleias e golfinhos, o mergulho e as visitas ao mundo submarino.

Mas as maiores riquezas que o nosso mar guarda e oferece estão nas grandes profundidades e nas plataformas submarinas ao longo das costas das nossas ilhas e do continente português, bem como nos extensos baixios ou nos colossais “bancos” de lavas submersas, que encerram incalculáveis valores em compostos químicos e microrganismos, portadores de importantes benefícios para a humanidade.

Neste momento, e depois de anos de reflexão, importa executar estratégias de exploração sustentada dos oceanos para que se criem alternativas de riqueza.

A par destas estratégias de exploração importa igualmente, preservar, isto é, explorar com “cabeça, tronco e membros” para que não estejamos a “gastar ao desbarato” o que pode ser a nossa salvação.

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