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terça-feira, 17 de julho de 2012

Santos da casa fazem milagres


Todos nós sabemos que o Faial, pela sua posição geoestratégica tem um lugar de destaque no contexto das comunicações mundiais. 
Ao longo da história das ligações ou das comunicações mundiais, o Faial assumiu um papel fulcral  no que à dinâmica comunicacional diz respeito. 
Todavia, com a evolução dos tempos, esse papel começou a passar despercebido, isto é, deixou de se falar nisso, de se pensar nisso...
Desde 2009 que um grupo de pessoas se tem movimentado no sentido de fazer acontecer e valorizar esse papel que a Horta e o Faial teve nas comunicações mundiais.
Falamos do  Grupo dos Amigos da Horta dos Cabos Submarinos suportado por cerca de 400 subscritores, ainda em crescendo, e que assenta no percurso de um movimento cívico de voluntariado com mobilização da sociedade faialense. 
Esta cidadania empenhada reage assim a 40 anos de esquecimento pelas sucessivas políticas culturais de um património que projectou os Açores na história das telecomunicações no Atlântico. 
Preservar este património, tão rico,  é uma atitude correcta e digna.
Deste modo, os mais jovens e os vindouros, conhecerão um pouco de uma realidade que transformou esta cidade, dando-lhe nome e meios de subsistência. 
Nesta coluna temos que dar destaque a este grupo de pessoas, até porque, fazem parte da Associação de Antigos Alunos do Liceu da Horta, associação que esteve na origem dos estudos que deram azo a que se reabilitasse a Casa Manuel de Arriaga, hoje um espaço museu que eterniza convenientemente a contribuição do Faial na história do nosso país. 
A Casa Manuel de Arriaga, para além de fixar a memória do primeiro Presidente da República e o seu tempo, projecta-se na substância dos seus ideais e valores republicanos, como um núcleo moderno de reflexão e de estímulo à participação cívica.
Ser voluntariado é empenhar-se em causas de interesse social e comunitário, e assim melhorar o seu empenho pessoal e a qualidade de vida da sociedade. 
O trabalho de voluntariado é toda a actividade desempenhada no uso e prazer da autonomia do voluntário em prestar serviço ou trabalho, sem qualquer tipo de contraprestação que importe em remuneração ou qualquer tipo de lucro.  
Este trabalho da Associação dos Antigos Alunos do Liceu da Horta merece destaque, merece ser referenciado como um exemplo a seguir. 
É importante que movimentos cívicos como este surjam no panorama local e que com medidas como estas se dinamizem  porque só assim o Faial se valoriza!
É caso para se dizer, “Santos da casa fazem milagres”. 

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