MJS Freelancer

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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Maresias


 Carlos Garrido, em tempos, escreveu “os Açores são a maresia que humedece e refresca os meus pensamentos.”
O mar, desde o povoamento dos Açores, não tem constituído apenas o elemento da natureza que rodeia as diferentes ilhas do arquipélago, mas tem sido, fundamentalmente, ao longo dos séculos, um pilar estratégico da sua prosperidade económica e para o abastecimento alimentar da população.
A importância do mar é de tal ordem e representa tanto na identidade própria dos Açores, que tal condição foi reconhecida pelas mais altas instâncias que governam a nossa Europa, o nosso país e a nossa região.
Actualmente, a importância do mar tem sido mote de várias palestras, colóquios, mostras, e mesmo de campanha eleitoral  dos vários quadrantes políticos da nossa praça.
O mar tem sido ainda a maior fonte de inspiração de poetas e poetisas, pintores, cantores, enfim… e, verdade seja dita, é fonte de inspiração de todos os açorianos que já têm em si intrínseco um sentimento de pertença pela imensidão que nos rodeia.
Todavia, o mar é poderoso e nós, arquipelágicos, sabemos bem disso.
Quantas vezes, com ou sem furacões, o mar galga a terra varrendo tudo o que lhe aparece de fronte?
Quantas vezes as nossas gentes choraram a perca dos seus entes queridos no mar?
Isto para dizer o quê? O que já toda a gente sabe? “Há mar e mar há ir e voltar?”
Face às notícias que circularam esta semana de um indivíduo supostamente desaparecido no mar por nadar na zona não vigiada da Praia do Almoxarife, cabe-nos, alertar e tentar consciencializar a população para os perigos que as chamadas “lavadias de Agosto” oferecem a quem vai a banhos.
As correntes são difíceis de pressentir e o esforço físico e psíquico de quem se vê enrolado numa onda provoca muits vezes o pânico, o que predispõe um cansaço precoce.
O calor ainda convida a um mergulho mas temos que ser cautelosos, de preferência nadando em zonas balneares vigiadas pelos nossos nadadores salvadores e acatando as suas instruções.
Para além das zonas vigiadas existem muitos outros spots, sobretudo piscinas naturais, que nesta altura do ano são seguras e que, se calhar, terão que ser a primeira escolha.
O poder do mar é imenso  e tem que ser encarado com respeito.
Evitemos o pior.




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