MJS Freelancer

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

2083 mil euros




Já ninguém pode ouvir falar em contenção, restrição orçamental, aumento de impostos, despedimentos, crise...
Todas estas expressões fazem parte do nosso quotidiano há já algum tempo e, na maioria dos casos, entram-nos porta dentro, com cabeça, tronco e membros, isto é, os cortes salariais, o aumento de impostos, o corte nos subsídios, são uma realidade que passou a andar de mãos dadas com os cidadãos. 
Apesar de no Faial ainda não sentirmos o verdadeiro “peso da desgraça”, porque a verdade é que não vemos casos de pobreza extrema, apesar de os haver mas muito bem camuflados, também o nosso poder de comprar baixou e a verdade, nua e crua, é de que, os trocos começam a escassear sobretudo a partir do meio do mês. 
Ora, isto a propósito dos 2083 mil euros que se gastou nesta campanha eleitoral... 
É verdade, caro leitor, a campanha eleitoral das legislativas regionais de domingo, custa mais de dois milhões de euros.
Conforme vem expurgado na reportagem que hoje trazemos, assinada pela jornalista Marla Pinheiro, a verdade é que, apesar de serem dois milhões!, dois milhões!, a maior parte dos partidos reduziu os seus orçamentos. 
Fazendo contas, cada eleitor custa 9,31 euros aos cofres dos partidos. E onde vão os partidos buscar esse dinheiro? Quem paga, na realidade a democracia? A Lei das subvenções? Donativos? Ou não seremos todos nós cidadãos comuns?
Já perguntaram ao cidadão comum se ele está disposto a dar os seus 9.31 euros para que se façam canetas, porta-chaves, t-shirts, jornais de campanha, flyers e afins? 
Não queremos com isto dizer que estamos contra acções de campanha, 
Neste país em plena crise de regime político que gera uma  abstenção eleitoral superior  a 40 por cento, o financiamento  dos partidos pauta-se pela  complexidade e pela dissimulação. É tempo de mudar. E em lugar de uma independência  abstracta mas fictícia dos partidos face aos interesses económicos, reformemos o sistema  na direcção de multiplicar as dependências e garantir a transparência.
Nas sociedades democráticas quem paga tende a ver os seus desejos satisfeitos.  Mas tal princípio tem de ser cuidadosamente aplicado no sistema político, sob pena de o 
perverter irremediavelmente. 
Dois milhões, centenas de visitas, conferências, comunicados, é de esperar que os eleitores estejam bem informados e que no domingo cumpram com o seu dever. 
Domingo, 14 de Outubro, dois milhões depois, importa que os 223804 eleitores açorianos saiam de casa e vão às urnas. 


2 comentários:

Periquito Faial disse...

Parabéns!
Subscrevo na integra!
E digo mais! Finalmente vejo uma "pena" da comunicação social o escrever de forma clara, objectiva (diria mesmo arrojada).
Que nunca te falta a força para estas denuncias!
Bravo rapariga!

Periquito Faial disse...

Parabéns!
Subscrevo na integra!
E digo mais! Finalmente vejo uma "pena" da comunicação social o escrever de forma clara, objectiva (diria mesmo arrojada).
Que nunca te falta a força para estas denuncias!
Bravo rapariga!