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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

50 anos



O Faial tem falta de estruturas para a prática do atletismo

Fundada a 14 de agosto de 1962, pelo Angústias, Atlético Clube, Fayal Sport Club e Sporting Clube da Horta, a Associação de Desportos da Ilha do Faial comemorou recentemente os seus 50 anos de existência. 
Esta associação  tem por principal missão, a organização dos campeonatos e taças de ilha das modalidades sem associação representativa própria.
Dedica-se à organização de provas de voleibol e atletismo, sendo que pelas suas fileiras, já passaram inúmeros atletas, de entre eles alguns nomes sonantes nos panoramas locais, regionais e mesmo nacionais, como é exemplo, Márcio Lima, exímio no salto em altura, entre outros. 
Entretanto, e quando passa meio século da sua existência, para além da falta de elementos que queiram integrar as direcções - aliás, mal de que padecem grande parte das instituições da nossa ilha - esta associação vê o seu trabalho condicionado pela falta de um recinto para a prática do atletismo. 
A pista do Fayal Sport Club, pura e simplesmente, não tem as medidas regulamentadas para a prática da modalidade, e o estádio Mário Lino nunca mais vê a luz do dia. 
Para além disso, as provas de lançamentos são feitas num terreno baldio e não num espaço com as medidas e equipamentos devidos para o efeito. 
Estes são condicionalismos que limitam a evolução das modalidades da ADIF na ilha.
Como podemos querer que os nossos jovens atletas consigam boas marcas para participar nas provas ao mais alto nível? 
É preciso dotar de condições as associações para que possam prosseguir com as suas actividades e também para que os atletas não “fujam” para outras modalidades. 
É essencial que a ilha seja dotada de um pista de atletismo e zona de lançamentos em condições para poder desenvolver a modalidade.  
Se queremos tirar os jovens de casa, de frente da televisão e do computador, temos a obrigação de criar as condições para que possam praticar desporto. 
Não basta ter slogans como “Açores Activo” ou “Mexe-te pela tua saúde” a circular. É necessário auferir quais as reais necessidades de cada ilha e trabalhar em prol disso. 
Não se pode olhar as modalidades de forma diferente. É certo que todos sabemos que o futebol é o desporto rei, mas não é por isso que deve ser abordado de forma diferente nem priveligiada face a outras modalidades que, afinal de contas, também trazem dividendos à Região, se quiseremos colocar as coisas neste patamar. 
Nem todos os jovens gostam de futebol. Nem todos gostam de andebol... alguns há que têm mais apetência para lançamentos, ou para saltos, ou mesmo corridas... 
Importa ainda realçar, no caso do atletismo, a que nos referimos hoje em particular, que para além dos atletas, o Faial tem juízes que têm participado em provas europeias, como é o caso de Hugo Pacheco, que é Juíz Árbitro, isto é, a mais alta categoria que há no na arbitragem de atletismo em Portugal, e que se prepara para candidatar a Juíz Internacional. Importa referir ainda que, este juíz árbitro, faialense, é um dos 12 que integra o painel restrito de oficiais técnicos em Portugal. 
Serão ou não estas permissas para que se proporcionem as tão almejadas reivindicações da Associação de Desportos da Ilha do Faial?


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