MJS Freelancer

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O que nos reserva o futuro ?


A política foi a tónica desta semana uma vez que, na Horta, reuniu o novo executivo regional em sessão plenária.
O assunto na agenda era pertinente ou não se tratasse do programa de governo que, nos próximos quatro anos vai guiar o destino dos açorianos.
Entretanto, este espaço hoje não vai focar esse assunto, até porque muita tinta ainda vai correr nas páginas dos jornais desta região sobre isto.
Esta coluna vai focar sim o futuro, ou melhor o que se espera que o futuro reserve, à comunicação social destes Açores.
Nos últimos anos temos assistido a um esvaziamento e, nalguns casos, mesmo ao encerramento de algumas redacções. Este é um fenómeno que nos preocupa e que nos deixa um tanto ou quanto apreensivos porque, como diz o ditado "quem não se sente não é filho de boa gente". Todos os dias sentimos na pele as vicissitudes de viver numa ilha pequena, em que toda a gente se conhece, em que as empresas, apesar de a muito custo manterem as portas abertas, terem esquecido a publicidade e em que a auto estrada da informação entra connosco "porta adentro", com as coisas boas e más que isso acarreta.
A notícia do fecho do jornal A União deu mote a vários comentários em jornais, rádios, na televisão e mesmo nas redes sociais. Pena é que só se falem das coisas pelos motivos errados... Caso para dizer, "casa roubada, trancas à porta".
Ora bem,  nós cidadãos desta terra temos que começar a pensar o que queremos que aconteça com os nossos media. Queremos monopólios? Queremos pluralidade? Ou não queremos nada? 
Os media,  para além de veículos de informação, são meios agregadores... Servem para fazer história, para registar a história, destas gentes. 
Recusamo-nos a aceitar isto de ânimo leve. E como tal não podemos ficar impávidos quando, na Casa a Autonomia, vemos quem nos governa, a ler as notícias que todos os dias, com custo, labor e orgulho, os jornalistas trazem a lume, fotocopiadas.
Edições inteiras fotocopiadas... Isso é inconcebível. Primeiro porque matam o nosso trabalho, em segundo lugar porque estamos em crer que fotocopiar 57 vezes, diariamente, mais de dez diários e outros tantos semanários, sai muito mais caro aos cofres da assembleia do que subscrever assinaturas. Não seria este o caminho mais justo? 
Pensemos nisso... Voltaremos a este tema em breve porque ainda muito mais há para dizer. 

1 comentário:

Periquito Faial disse...

57 x 10=570 x 20 (média/dias/mês) = 11.400.

Uma caixa de papel tem 5 resmas e 500 folhas cada o que dá 2.500.

Ora 11.400 / 2.500 = 4, 56 caixas por mês.

E ainda falta os semanários!

E certamente deverão usar papel A3 o que duplica estes números!

E o desgaste das impressoras?

Que escandalo! Que exemplo!

Denuncie nos jornais!

Ai pobre POVO que todos os dias é enganado!!!...