MJS Freelancer

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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Valorizar a pessoa com deficiência

g  Recentemente a Asosciação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial - APADIF - comemorou 20 anos de existência.
20 anos é uma data importante e marcante na vida de qualquer instituição. Quer dizer que já se passou a maioridade e que, daqui para a frente, há toda uma fase adulta para viver. Uma fase adulta que se quer sem experimentalismos banais, mas sim com atitudes conscientes e cívicas.
Comemorar os 20 anos de uma instituição que tem como missão recuperar e integrar socialmente e profissionalmente os indivíduos com necessidades educativas especiais que, devido a deficiências físicas, intelectuais ou outras, tenham dificuldades na sua adaptação ao meio envolvente, é algo que merece ser pensado, analisado e valorizado.
Com a sua ação, continuada e participada ao longo do tempo, a APADIF tem conseguido despertar consciências, ajudar muitas famílias a compreender melhor os vários tipos de deficiência que existem e como ajudar a combatê-las e a lidar com o dia-a-dia em casa, na escola ou no trabalho. Tem ajudado ainda a sociedade a reconhecer num deficiente uma pessoa, com vontades, capacidades criativas, sentimentos e desejos.
No entanto, grande parte da sociedade, que não possui familiaridade ou não atua na área da deficiência, promovendo a cidadania e inclusão social, utiliza, por vezes, termos pejorativos para se referir às pessoas com deficiência. Importa educar a sociedade civil para este facto.
Importa ainda que se incutam hábitos, tais como não fazer de conta   que a deficiência não existe. Não devemos, pura e simplesmente, nos relacionar com uma pessoa com deficiência como se ela não tivesse uma deficiência, porque estamos a ignorar uma característica muito importante dela.
Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que outra. Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Pessoas com deficiência são iguais na diferença que as caracteriza.
Temos que, em primeiro lugar, aprender a lidar com esta problemática de forma natural e, em segundo lugar, valorizar a pessoa com deficiência. São pessoas com talentos múltiplos, com sensibilidades apuradíssimas e que têm muito a dar na sociedade onde estão inseridas.
É preciso concentrar esforços nesse sentido, promover ainda mais associações deste género, que dia após dia lidam com estas problemáticas.
 Todo o trabalho da APADIF é de louvar. Com os parcos recursos de que dispõe tem conseguido operar verdadeiros milagres.
Como diz Reinaldo Bulgarelli, “diversos não são os outros, diversos somos todos nós”.                      MJS




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