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quarta-feira, 2 de julho de 2014

1 de maio

Todos os anos, no dia 1 de Maio, comemora-se, em todo o mundo, o Dia do Trabalhador.
As origens do Dia do Trabalhador não são muito recentes. A história deste dia começa no séc. XIX.
Nessa época, abusava-se muito dos trabalhadores, porque chegavam a trabalhar entre 12 e 18 horas por dia, o que era muito cansativo e até prejudicial à saúde!
Já há algum tempo que os reformadores sociais  defendiam que o ideal era dividir o dia em três períodos: 8 horas para trabalhar, 8 horas para dormir e 8 horas para o resto, o que incluía a diversão.
Foi com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diárias que, no dia 1 de Maio de 1886, milhares de trabalhadores de Chicago (EUA) se juntaram nas ruas para protestar contra as suas más condições de trabalho. Só em 1890, os trabalhadores americanos conseguiram alcançar a sua meta das 8 horas de trabalho diárias.
Em Portugal, devido ao facto de ter havido uma ditadura durante muito tempo, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se passou a comemorar publicamente o Primeiro de Maio mas só a partir de Maio de 1996 é que os trabalhadores portugueses passaram a trabalhar 8 horas por dia.
Perante estes factos da nossa história, e numa altura em que tanto se discute a questão das 35 horas semanais, apraz-nos perguntar: será que a luta pelas 35 horas tem sido tão efectiva como a dos nossos antepassados?
Após alguns meses de indecisão, de questionarmos a nossa autonomia,  desde quinta-feira, 1 de Maio, que todos os trabalhadores da administração regional, em regime de contrato de trabalho em funções públicas e não filiados em qualquer associação sindical, passam a praticar o horário de 35H/semanais.
A medida não abrange os funcionários inseridos nas carreiras específicas da saúde e o pessoal docente. É igualmente aplicado aos trabalhadores que exercem funções nos serviços tutelados pelas entidades empregadores públicos da administração regional.
Apesar de todos os cortes nos feriados que foram levados a cabo no último ano, este manter-se-á como um dia de descanso de todos os trabalhadores.
Mas ao que parece, o dia 1º de maio continuará a ser  um dia de sentimentos contraditórios para os trabalhadores: enquanto uns dançarão ao som de marchas populares populares, outros manterão vivo o sentimento que moveu os “Mártires de Chicago” – a indignação diante da injustiça - e irão para as ruas continuar a luta por uma vida melhor.

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