MJS Freelancer

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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Comunidade

Esta semana ouvimos a seguinte expressão “população faialense não é ambiciosa” e ficámos a pensar nisto.
A verdade é que a expressão é o retrato fiél da nossa sociedade e do meio em que vivemos.
Há muito tempo que a população faialense se resignou e passou a aceitar, como se de um grande feito se tratasse, tudo o que se lhe é oferecido sem reclamar e sem contestar.
Infelizmente é essa a verdade, é esta a nossa sina e, “livrem-se os que tentarem fazer barulho” que a esses, o seu está reservado porque, as nossas entidades públicas são totalmente aversas a tudo (leia-se opiniões e sugestões) que saiam de mentes que não as iluminadas da sua esfera partidária.
Por isso, quando um grupo de “tarolas”, sem quaisquer interesses se junta para discutir os interesses e os problemas do Faial, parece que “cai o Carmo e a Trindade” e até parece mesmo que estamos perante “uma coisa de outro mundo”.
NÃO! Não meus amigos. Não é algo anormal. Não é algo para quem não tem nada que fazer. É algo que todos nós, enquanto cidadãos e eleitores desta terra devíamos fazer e no qual todos nós devíamos participar de bom grado.
Devemos todos nós ser responsabilizados pelo que temos e pelo que não temos. Devemos todos nós ter um papel ativo na nossa sociedade e fazer valer os nossos direitos e deveres enquanto contribuintes.
De que serve, no café, reclamarmos do mau estado das estradas, do mau serviço de saúde, do facto de termos sido mal recebidos num departamento governamental se depois não fazemos o que deve ser feito? Se não reclamamos onde devemos reclamar e se ainda criticamos quem o tenta fazer?
Está mais do que na hora de nos fazermos ouvir.
A participação cívica é essencial para um bom funcionamento da sociedade e fulcral para que se consigam atingir padrões cada vez mais elevados de desenvolvimento social e humano. Todos nós temos direitos e consequentemente deveres. Todos nós temos poder para alterar um pouco o nosso mundo  ou cidade.
Temos o poder e temos a responsabilidade de mudar. Mudar de acordo com as nossas opiniões e fazendo aquilo que em consciência consideramos ser o melhor.
Podemos discordar em quase tudo em relação a outra pessoa mas o objectivo deverá ser comum. O de lutar por algo melhor. Existem diversos instrumentos que devem ser valorizados como forma de aumentar e "melhorar" a participação cívica de todos nós. Isto depende do poder político mas também das populações. O esforço é conjunto bem como os benefícios.
Para concluir: Um bem haja ao movimento “Novamente Semana do Mar” que conseguiu quebrar estas barreiras.



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