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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Espírito Santo, Açores e Camões

Esta semana que agora termina ficou marcada pelos festejos de Culto ao Divino Espírito Santo, pela comemoração do Dia dos Açores e do Dia de Portugal, também conhecido como Dia de Camões.
O culto ao Espírito Santo é prática comum às nove ilhas dos Açores. Trata-se de uma fé na Terceira Pessoa da Santíssima Trindade que é tida como sagrada para o nosso Povo e serve de âncora nos momentos mais angustiantes.
A devoção ao Divino Espírito Santo está associada, enquanto fenómeno de religiosidade, às vicissitudes naturais da vida destas comunidades e foi trazida para os Açores na época do seu povoamento. As Festas do Espírito Santo resumem a história de um Povo nas relações com o Sagrado, com a terra e com ele próprio.
Embora com rituais diferentes, o culto ao Espírito Santo é sinónimo da própria açorianidade e como tal a segunda-feira da “Pombinha” foi também o dia escolhido para assinalar o Dia dos Açores em 1980.
É um dia em que se celebra os nossos Açores, a nossa Autonomia e a nossa Identidade. Um dia em que as autoridades políticas da nossa Região homenageiam aqueles e aquelas que se distinguem no nosso contexto.
“É o dia em que as nossas raízes se agigantam, o nosso sentido de pertença é mais evidente e a nossa partilha de espaço, de espírito e de história melhor nos interliga e faz estar em comunhão”, conforme afirmou o presidente do Governo Regional.
Aliás, no seu discurso alusivo a este dia Vasco Cordeiro deixou um apelo para que os açorianos sejam cada vez mais capazes de “entretecermos a força das relações humanas, culturais e afetivas que nos unem, com a força das relações políticas, económicas e comerciais cultivando e aproveitando, desse modo, o seu potencial de dinamização e de projeção política e económica dos nossos Açores.”
Ora, que tem o povo açoriano feito senão isso? Lutado pelos seus ideais, pelos seus direitos? É preciso é que as entidades que nos tutelam também o façam. Só assim estaremos todos a caminhar no mesmo sentido. Com o mesmo objetivo.
Como diz o povo, não pode ser dar com uma mão e tirar com as duas, nem um a empurrar pra frente e dois a puxar para trás.
Ainda esta semana assistimos às comemorações do Dia de Portugal. Comemorações estas que ficaram marcadas pelas manifestações operadas na Guarda e pelo “fanico” do nosso Presidente da República.
Pena é que tenha sido este “fanico” o “sumo” da comunicação do presidente dos portugueses… porque do discurso… pouco ou nada se aproveita.
Com tudo isto, viva os Açores, viva Portugal!.



 12/06/2014

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