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quarta-feira, 2 de julho de 2014

EUROPA

Hoje, 9 de maio celebra-se o dia da Europa que nasceu no Conselho Europeu de Milão, de 28 e 29 de junho de 1985 e foi celebrado pela primeira vez em 1986.
Foi a 9 de maio de 1950, pelas 16h00, que Robert Schuman, o então ministro francês dos Negócios Estrangeiros, apresentou, no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, em Paris, uma proposta com as bases fundadoras do que é hoje a União Europeia.
Esta proposta, conhecida como "Declaração Schuman", baseada numa ideia originalmente lançada por Jean Monnet, trazia consigo valores de paz, solidariedade, desenvolvimento económico e social e equilíbrio ambiental e regional e incluía a criação de uma instituição europeia supranacional incumbida de gerir as matérias-primas que nessa altura constituíam a base do poderio militar: o carvão e o aço.
Por se considerar que esse dia foi o marco inicial da União Europeia, os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1985, decidiram consagrar o dia 9 de maio como "Dia da Europa".
A 15 dias das eleições europeias, impõe-se a pergunta: será que somos e que nos sentimos verdadeiramente europeus? Será que os cidadãos portugueses, neste caso particular os cidadãos açorianos, conhecem e têm a noção da importância que há em  fazer parte da União Europeia?
Fará algum sentido falar no dia da Europa sem falarmos da cidadania europeia que foi instituída com o Tratado de Maastricht, em 1992?  Recordemos, esse tratado estipulava  que é cidadão da União qualquer pessoa que tenha a nacionalidade de um Estado-Membro, sem que, e isto complementado em 97 com o Tratado de Amesterdão a cidadania nacional.
Ora bem, o sermos europeus não anula a nossa nacionalidade portuguesa, mas sim, complementa-a. A Cidadania Europeia, como complemento à cidadania nacional, confere a todos os cidadãos um conjunto de direitos adicionais importantes.
Estando na Europa podemos pensar de forma diferente, pelo que, em vésperas de eleições europeias impõe se que os europeus   compreendam os seus direitos como cidadãos para mais facilmente os podem exercer, e, desta forma, deixarem de pensar que o que é mau vem da União Europeia e o que é bom é nacional.
Importa ainda que os Açores reforcem a sua posição na Europa com a eleição de euro deputados que conheçam verdadeiramente a nossa realidade, os nossos problemas, anseios e necessidades.
Só tendo alguém no terreno podemos reivindicar apoios, medidas que nos beneficiem.
Quem não é visto não é lembrado. Sim é só mais um cliché, mas um cliché que se afirma cada vez mais como uma verdade.
Por isso, dia 25 de maio, não nos esqueçamos de ir às urnas.

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