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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Exames

Decorreram esta semana os exames de quarto e sexto ano de escolaridade das disciplinas de português e matemática.
No ano passado somente 53% dos alunos do quarto ano tiveram aproveitamento na prova de língua portuguesa, o que, a nosso ver é preocupante, uma vez que estamos a falar em quase metade dos alunos  com negativa a uma disciplina tão importante. Acho até um bocado grave. É a nossa língua, e se a começam a maltratar logo desde pequeninos, teme-se o pior pela vida fora. Vamos a ver como correm as coisas este ano.
Das criticas que ouvimos, apesar de extensa, a prova foi bastante mais fácil do que no ano passado. Será que foi um facilitismo ou será que os resultados do ano passado foram uma “sacudidela” para que a preparação para o exame fosse mais aprimorada?
A pergunta que se me apraz fazer é: será este exame mesmo necessário? Será necessário fazer as crianças de 9 anos de idade passarem por este “aperto”? Será que é mesmo um exame, dos inúmeros testes que têm que fazer ao longo do ano, que vai mostrar ao professor se os conteúdos estão ou não aprendidos?
Neste caso concreto do Faial, parece-nos que obrigar alunos das freguesias do campo a se deslocarem à cidade, onde têm que estar às 8h00 da manhã para fazer um exame é violento.
Há mesmo esta necessidade de concentrar tudo num só espaço? Não era mais fácil fazer deslocar os professores vigilantes da prova às escolas em questão?
Reconhecendo que a mudança de paradigmas, de estratégias pedagógicas e de reformas é inevitável, uma vez que acaba por estar indexada a uma política educativa que acompanha políticas diferenciadas por diferentes governos de esquerda, de direita ou de centro. Ou da treta, passe a expressão, temos que pôr na balança o bem estar das crianças. Não lhes parece?
Numa primeira instância estou em crer que será pertinente transmitir alguns valores a par da necessidade de adaptabilidade e da abertura à mudança tão importantes em contexto escolar, para depois se avançar para algo deste género.
Não querendo ser mais papista do que o Papa, a verdade é que estes alunos do quarto ano estão a poucos meses de verem a sua vida virar do avesso. É a mudança, agora sim, de escola, de professores, e o confronto com um maior número de disciplinas. São programas extremamente longos e exigentes, testes atrás de testes, trabalhos atrás de trabalhos. Será que, nesta recta final do ensino primário, têm que saltar da cama às 7 da manhã e menos, para ir fazer um exame que conta 30% para a nota final?
No tempo do país analfabeto era obrigatório fazer exame de 4.ª classe. Agora diz-se que o seu regresso é elitista...
Esperemos pelos resultados a ver…

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