MJS Freelancer

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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Faialenses Indignem-se…

Assistimos nas últimas semanas a uma guerra de palavras entre escribas da ilha Terceira e São Miguel, numa demonstração bairrismo exacerbado, que roça o exibicionismo, procurando obter aquilo que eles entendem como seu e não de todos os açorianos. A intenção é clara, influenciar o Governo e direcionar o investimento público para o quintal de cada um.
Nas batalhas diárias nos jornais de São Miguel e Terceira luta-se pelos transportes de mercadorias, a célebre plataforma logística no Porto da Praia da Vitória, pelos transportes aéreos, contra e a favor da baixa das tarifas nas escalas do aeroporto de Santa Maria e pela centralização da SATA no grupo oriental, pelos parques tecnológicos, pela sede das empresas públicas, a favor e contra a tripolaridade da Universidade dos Açores e em tantas outras coisas que fazem corar a suposta e fomentada rivalidade entre o Pico e o Faial.
Recentemente as atenções centraram-se no diploma dos professores e toda a polémica que o envolveu, com o vota, não vota, com declarações de parte a parte, baralhando a opinião pública, desprestigiando pessoas e instituições.
Este curioso e ridículo episódio prova a importância que muitos políticos dão às dificuldades das empresas e famílias, elucidando de forma muito clara que o Povo não é quem mais importa, mas o ego de cada deputado ou membro do Governo. Acha mesmo que o Povo se importa com as alterações introduzidas no dito diploma? Em que é que isso altera a vida daqueles que trabalham para sustentar os seus filhos e que hoje passam grandes dificuldades? Estamos perante uma alteração que beneficia a classe dos professores? Prejudica? Este episódio tem mesmo essa relevância toda? Quanto já se gastou em entrevistas, e reuniões ao erário publico?
Fato curioso nesta novela foi querer encontrar na Presidente da Assembleia - faialense e mulher -  a “ré” colocando os ditos escribas, alguns internos candidatos, pseudo- constitucionalistas, aventureiros em direito regional, a incentivar uma forma de lhe imputar as culpas das supostas ilegalidades.
É lamentável, uma decisão colegial de um órgão, (Mesa) onde está sentado também um ex- presidente da ALRA, e que se tente imputar apenas a Ana Luís a culpa desta situação.
Agora e no final do rosário eleitoralista e bairrista o Representante da República vetou o diploma por todas as razões e mais uma, menos pela suposta “ilegalidade de alteração do diploma”, imputada a Ana Luís
Estamos fartos que nos atirem areia para os olhos e que encontrem nos “Faias” os culpados, os inoperantes, os elitistas e mais uns adjetivos que os nossos vizinhos e os políticos das ilhas com mais população nos apelidam. Importa estarmos unidos pela nossa terra e pelas nossas gentes.

Abril 2014

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