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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O adeus a Madruga da Costa

Alberto Romão Madruga da Costa será sempre lembrado como uma figura ilustre da nossa terra e dos Açores. 
Quinze dias que passam do seu prematuro desaparecimento, cabe-nos, enquanto jornal desta terra, prestar uma singela homenagem àquele que foi o presidente do Governo Regional dos Açores e presidente da então Assembleia Legislativa dos Açores. Era cooperante e fundador da cooperativa que é proprietária do Jornal Tribuna das Ilhas, entre muitos outros cargos. 
Político respeitado, cedo lhe reconheceram a vontade de considerar a opinião dos outros para construir um futuro bom para a sua ilha, para os Açores e para Portugal. 
Reconhecido por todos como um defensor incansável da Autonomia foi designado como um dos “patriarcas da Autonomia”.
Como referiu Cavaco Silva, “todos os portugueses - e os açorianos, em particular - devem homenagear a memória de um homem bom, uma personalidade de carácter que dedicou a vida em prol dos seus concidadãos”.
“Personalidade conservadora, homem sério e culto, deu um muito sério contributo à consolidação do sistema constitucional da Autonomia”, escreveu Decq Mota, ex-líder do PCP.
Carlos César disse que “nunca virou as costas ao combate político mas nunca tolerou a sua confusão com o ataque pessoal e as demonstrações de falhas de caráter. Foi um adversário leal e um grande açoriano”.
Alberto Romão Madruga da Costa será, sempre, uma referência para a Autonomia dos Açores e um exemplo para a social democracia açoriana de defesa intransigente da livre administração dos Açores pelos açorianos, mas também de afabilidade, respeito pelo próximo, abertura e tolerância no debate político.
Nos três dias de luto regional que foram instituídos por ocasião do seu falecimento, muito foi escrito e dito sobre Alberto Romão Madruga da Costa.
Um homem que marcou um tempo. Um grande exemplo e modelo de referência que fica como um legado que deve inspirar a ação das gerações mais novas.

Como escreveu José Andrade, “Madruga da Costa foi um “Comendador da República Portuguesa” mas preferia continuar a ser um “Freguês das Angústias da Horta”…”
Aos poucos vão desaparecendo, para grande pesar nosso, grandes figuras da nossa história. Cert é que novas figuras se estão a formar, mas há que enaltecer e não deixar esquecer, aqueles que foram as pedras basilares da nossa região.

À família endereçamos os nossos sentimentos de pesar. 

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