MJS Freelancer

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Somos todos Açores!


O nosso estatuto editorial dita que defendamos todos os assuntos relacionados com o Faial. 
É defendendo a nossa ilha, reivindicando medidas e tomadas de posição que poderemos chegar a algum lado.
Todavia, e após o anúncio da redução da Base das Lajes a bomba de gasolina no meio do Atlântico merece que nos deixemos de bairrismos.
É hora de unir esforços e defender a Base das Lajes, aquela de onde tantas vezes recebemos “candies” com sabor a América. Trata-se de um assunto de âmbito global e que a todos diz respeito. 
Desta união de sinergias devem ainda fazer parte, não só as forças vivas da Região, como também os partidos políticos, sobretudo os com assento nas altas instâncias governamentais. 
Vamos aos factos, a  presença militar norte-americana  na Terceira constituiu um dos principais alicerces da relação luso-americana e um dos principais alicerces da economia daquela ilha. 
Ninguém pode ignorar que a saída dos americanos nas Lajes envolve custos na ordem dos 1.500 milhões de dólares, isto para além do enorme impacto económico e social. 
É evidente que diversas entidades  estão a reagir  à reanunciada e drástica redução da presença norte-americana nas Lajes e extinção de 500 postos de trabalho diretos.
José Pinto, professor da Lusófona, há um ano atrás escrevia nas páginas do Diário de Notícias: “Chamado Portugal, era uma vez um país. Era um retângulo que se deitou ao largo e construiu um império que misturou, em doses desiguais, o real e o imaginado. A certa altura da sua história, quando da Segunda Guerra Mundial, um arquipélago desse império chamado Açores assumiu uma importância fundamental para uma das fações beligerantes, os Aliados. (...) Em abril de 1974, o império entregou o corpo aos novos senhores. E, então embeiçado pela esperança da integração europeia, Portugal não teve visão para compreender a importância geoestratégica dos Açores. As contrapartidas negociadas para a manutenção da presença norte-americana na Base das Lajes foram escassas: uma verba temporária de 20 milhões de dólares/ano para a região e algumas medidas no âmbito de programas de cooperação e de assistência. E sempre dependentes da boa-vontade do Tio Sam, claro. Uma situação que, do ponto de vista regional, se agudizou quando os dólares foram substituídos por material destinado ao reapetrechamento das Forças Armadas portuguesas.”

Ainda vamos a tempo de “abrir o olho”. A bem dos Açores!

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