MJS Freelancer

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Ano novo

Mais um ano que finda, outro que começa e com este as decisões de Ano Novo. As redundâncias repetem-se, os clichés ipsis verbis...
Todos queremos paz, saúde, emprego, algum dinheirinho etc
Não sou exceção, mas não vou alongar este escrito focando-me nisso.
Este ano entro na maioridade no que à atividade jornalística diz respeito. 18 anos!
18 anos a exercer estas funções...
É tempo de pensar! De refletir!.
Fui "empurrada" para este mundo das lides da imprensa pelo saudoso Professor Ruben Rodrigues, sobre quem já aqui escrevi, se bem que ainda nunca consegui verbalizar o que verdadeiramente me vai na alma a seu respeito...Talvez um dia consiga honrar-lhe a memória.
18 anos a escrever, a relatar acontecimentos, factos, problemas, conquistas e anseios da população.
18 anos a ver a minha profissão, não a que escolhi mas a que me escolheu a mim, a ser enxovalhada por uns certos pseudo-inteletuais.
O que mudou? Imenso!
Pode não parecer mas há 18 anos atrás, no Correio da Horta, não tínhamos internet. Tínhamos um fax de rolo e um receptor de notícias da agência Lusa. E, como diz o meu amigo Armando Amaral, eu "nasci" numa época dourada, pois as coisas já eram feitas a computador, enquanto no tempo dele eram as letrinhas de chumbo emparelhadas que davam lugar a belos escritos.
Hoje tudo é mais fácil.
Hoje o jornalismo é muito mais acessível, mas não é por isso que é  melhor! A magia da profissão mantém-se mas já nada é como antigamente.
Porque 18 anos não são 15 dias sinto-me no direito de escrever o que me apetece! Não vou ofender ninguém, mas estou revoltada e hoje quero deixar isso bem evidente.
Revoltada com o nosso sistema que deixou que os órgãos de comunicação social se asfixiassem e começassem a fechar portas.
Não defendo subsídios.
A verdade é que se os tempos fossem melhores, se a conjuntura fosse outra, vivíamos muito mais desafogados. Os nossos anunciantes teriam fundo de maneio e nós receberíamos mais publicidade, logo, teríamos melhores condições de trabalho, mais capital... e capacidades técnicas e financeiras para fazer mais e melhor.
Os jornalistas de hoje, pelo menos dos meios pequenos, vivem com a corda ao pescoço. Sem saber até quanto têm trabalho. As fontes são cada vez mais escassas pois todos têm medo de falar. Ou melhor, medo de admitir o que dizem porque falar toda a gente fala.... "Os cães ladram e a caravana passa"...
Recentemente saiu uma lista das 10 piores profissões de 2015. Qual a que estava em primeiro lugar? O jornalismo de imprensa escrita.
Confesso que quando li aquilo fiquei para morrer. Parva! Pois já sabe, não é nada que eu já não soubesse... mas é algo que nem eu, nem qualquer outro profissional da área quer admitir.
Melhores ventos virão? Não me parece!

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