MJS Freelancer

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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Creme de dia Ecollagen 5***

Comecei a usar este hidratante da linha Ecollagen da Oriflame. 

Tem protetor solar factor 30 e, apenas em uma semana comecei a ver resultados excelentes. 
A minha pele está mais suave, tem mais elasticidade e noto que não ganhou brilho em excesso, isto é, aplico o creme e não fico com a cara a parecer um ovo acabado de estrelar .-P

Não é caro e ainda o comprei com 30% de desconto!
http://pt.oriflame.com/ecatalogue/Oriflame_Maria_Dia_Mae2016?per=201606#.VxPx3YpM-O8.gmail

A informação que vem associada ao produto é esta: 
Hidratante de dia "advanced performing" potenciado pela Tecnologia Tripeptídica e Extrato de Células Estaminais Vegetais de Solanaceae. Corrige as rugas, suaviza e alisa a textura, aperfeiçoando o tom com o uso contínuo. Gel-creme leve e hidratante, perfeito para a pele normal a oleosa e para climas húmidos. Delicadamente perfumado.

Pacotes de açúcar

Sim eu sou daquelas pessoas que traz consigo os pacotes de açúcar que não consome quando vai ao café!

Se pago por eles porque os hei-de deixar atrás?

É um hábito de largos anos e da qual não me arrependo.

Quem mais faz isto?

terça-feira, 8 de março de 2016

Efémero

Já há algum tempo que não vinha aqui... não por falta de vontade mas por falta de tempo... sim o eterno tempo que se nos escasseia por entre os dedos...

Mas hoje tive mesmo que vir... explanar o que me vai na alma e me atormenta...

Ontem faleceu um conhecido. Era jovem, andava na casa dos 40 anos... a esposa encontrou-o inconsciente, ainda chegou ao hospital com vida mas acabou por falecer após vários ataques cardíacos... Deixa a esposa e uma filha da idade da minha mais velha.

Isto tudo fez me pensar... o que raio andamos a fazer aqui? o que andamos a fazer nesta vida?

De um momento para o outro tudo acaba, tudo muda.

Num dia somos tudo, no outro não somos nada.

É cliché! São palavras ditas e ouvidas vezes sem conta, mas são verdadeiras...

Nos últimos tempos tenho pensado imenso nestas coisas. Levamos uma vida de correria, procuramos chegar a tudo e todos, agradar a tudo e todos, para quê?

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Hallelujah


Há músicas que nos marcam e que ficam na nossa memória para sempre... porquê? não sei explicar...

Porque marcam as gargalhadas que demos com este ou aquele amigo, porque nos fazem recordar uma lágrima que deixámos escorrer em certa altura da nossa vida... ou simplesmente porque sim. 

É verdade sou daquelas "gaijas pirosas" a quem as músicas dizem muito ou não dizem nada. 

Quando ouço música, seja rock, jazz, cumbia, pop, rock, vibro não só com a melodia como também com a letra...

Escrever canções é algo que não assiste a toda a gente. É algo que poucos conseguem fazer e felicito-os por isso. 

Em Portugal existem muitos bons compositores. Aliás, nos Açores existem bons compositores. a Eugénia Ávila Ramos é uma delas... faialense ainda por cima!

Mas este post surge porquê? Porque me apeteceu lol!

Porque estou a ouvir o Hallelujah e me apeteceu ...

A música faz-nos bem! Ajuda-nos a viver!

Ouçam música! Divirtam-se!

E já agora, que música vos marcou?


terça-feira, 17 de março de 2015

Associações de Pais

A escola deixou de visar apenas a transmissão de conhecimentos para privilegiar o desenvolvimento de capacidades e aptidões dos alunos e atitudes de autonomia pessoal e de solidariedade.
Mas, para que essa finalidade se cumpra, é necessário aproximar a escola do meio familiar e social em que a criança e o adolescente vivem, já que aos pais e encarregados de educação cabe um papel decisivo nesse desenvolvimento. 
Os pais poderão e deverão ter uma relação privilegiada com a escola desde o primeiro momento, como forma de transmitir ao aluno que se trata de um local em que os pais confiam e participam, deixando de alguma forma uma marca da sua presença, mesmo quando não estão lá fisicamente.
As atividades para as quais os pais são convidados, Festa de Natal, Carnaval, e outros, são excelentes oportunidades para os pais irem à escola. Podem e devem estar presentes, não só como forma de conhecer melhor os agentes interventivos na educação dos filhos, como desenvolver as relações com esses agentes e a proximidade.  
Facilmente percebemos que, cada vez mais, os pais e os encarregados de educação são chamados a intervir no processo educativo dos seus filhos ou educandos que se desenvolve no seio da escola.
Esta mudança de atitude da escola, tradicionalmente fechada sobre si mesma e sobre os seus métodos e programas, reclama que os pais e os encarregados de educação tenham também uma nova postura perante a escola. Neste processo de envolvimento dos pais na escola assumem particular importância as Associações de Pais.
É por tudo isto que, hoje, nesta coluna, vamos dar destaque ao facto de, no Faial, existir uma Associação de Pais na Escola Secundária Manuel de Arriaga com uma atividade regular e, sobretudo, congratular todos aqueles que, com esforço conseguiram pôr de pé a Associação de Pais da Escola Básica e Integrada da Horta.
Nunca é demais lembrar que a todos os pais e encarregados de educação assiste o direito de participar no processo educativo dos seus filhos ou educandos.
As Associações de Pais assumem cada vez uma maior importância. Assim como é cada vez mais importante que os pais tenham uma nova postura perante a vida escolar dos seus educandos, muito mais envolvente.
Um bem haja a todos estes pais que se predispuseram a dar do seu tempo para defender os interesses dos nossos filhos e uma palavra de incentivo a todos os outros para que respondam afirmativamente a reptos desta natureza.

As crianças de hoje são os adultos de amanhã. Os nossos adultos!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Somos todos Açores!


O nosso estatuto editorial dita que defendamos todos os assuntos relacionados com o Faial. 
É defendendo a nossa ilha, reivindicando medidas e tomadas de posição que poderemos chegar a algum lado.
Todavia, e após o anúncio da redução da Base das Lajes a bomba de gasolina no meio do Atlântico merece que nos deixemos de bairrismos.
É hora de unir esforços e defender a Base das Lajes, aquela de onde tantas vezes recebemos “candies” com sabor a América. Trata-se de um assunto de âmbito global e que a todos diz respeito. 
Desta união de sinergias devem ainda fazer parte, não só as forças vivas da Região, como também os partidos políticos, sobretudo os com assento nas altas instâncias governamentais. 
Vamos aos factos, a  presença militar norte-americana  na Terceira constituiu um dos principais alicerces da relação luso-americana e um dos principais alicerces da economia daquela ilha. 
Ninguém pode ignorar que a saída dos americanos nas Lajes envolve custos na ordem dos 1.500 milhões de dólares, isto para além do enorme impacto económico e social. 
É evidente que diversas entidades  estão a reagir  à reanunciada e drástica redução da presença norte-americana nas Lajes e extinção de 500 postos de trabalho diretos.
José Pinto, professor da Lusófona, há um ano atrás escrevia nas páginas do Diário de Notícias: “Chamado Portugal, era uma vez um país. Era um retângulo que se deitou ao largo e construiu um império que misturou, em doses desiguais, o real e o imaginado. A certa altura da sua história, quando da Segunda Guerra Mundial, um arquipélago desse império chamado Açores assumiu uma importância fundamental para uma das fações beligerantes, os Aliados. (...) Em abril de 1974, o império entregou o corpo aos novos senhores. E, então embeiçado pela esperança da integração europeia, Portugal não teve visão para compreender a importância geoestratégica dos Açores. As contrapartidas negociadas para a manutenção da presença norte-americana na Base das Lajes foram escassas: uma verba temporária de 20 milhões de dólares/ano para a região e algumas medidas no âmbito de programas de cooperação e de assistência. E sempre dependentes da boa-vontade do Tio Sam, claro. Uma situação que, do ponto de vista regional, se agudizou quando os dólares foram substituídos por material destinado ao reapetrechamento das Forças Armadas portuguesas.”

Ainda vamos a tempo de “abrir o olho”. A bem dos Açores!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Exames

Decorreram esta semana os exames de quarto e sexto ano de escolaridade das disciplinas de português e matemática. 
No ano passado somente 53% dos alunos do quarto ano tiveram aproveitamento na prova de língua portuguesa, o que, a nosso ver é preocupante, uma vez que estamos a falar em quase metade dos alunos  com negativa a uma disciplina tão importante. Acho até um bocado grave. É a nossa língua, e se a começam a maltratar logo desde pequeninos, teme-se o pior pela vida fora. Vamos a ver como correm as coisas este ano. 
Das criticas que ouvimos, apesar de extensa, a prova foi bastante mais fácil do que no ano passado. Será que foi um facilitismo ou será que os resultados do ano passado foram uma “sacudidela” para que a preparação para o exame fosse mais aprimorada?
A pergunta que se me apraz fazer é: será este exame mesmo necessário? Será necessário fazer as crianças de 9 anos de idade passarem por este “aperto”? Será que é mesmo um exame, dos inúmeros testes que têm que fazer ao longo do ano, que vai mostrar ao professor se os conteúdos estão ou não aprendidos?
Neste caso concreto do Faial, parece-nos que obrigar alunos das freguesias do campo a se deslocarem à cidade, onde têm que estar às 8h00 da manhã para fazer um exame é violento. 
Há mesmo esta necessidade de concentrar tudo num só espaço? Não era mais fácil fazer deslocar os professores vigilantes da prova às escolas em questão?
Reconhecendo que a mudança de paradigmas, de estratégias pedagógicas e de reformas é inevitável, uma vez que acaba por estar indexada a uma política educativa que acompanha políticas diferenciadas por diferentes governos de esquerda, de direita ou de centro. Ou da treta, passe a expressão, temos que pôr na balança o bem estar das crianças. Não lhes parece?
Numa primeira instância estou em crer que será pertinente transmitir alguns valores a par da necessidade de adaptabilidade e da abertura à mudança tão importantes em contexto escolar, para depois se avançar para algo deste género. 
Não querendo ser mais papista do que o Papa, a verdade é que estes alunos do quarto ano estão a poucos meses de verem a sua vida virar do avesso. É a mudança, agora sim, de escola, de professores, e o confronto com um maior número de disciplinas. São programas extremamente longos e exigentes, testes atrás de testes, trabalhos atrás de trabalhos. Será que, nesta recta final do ensino primário, têm que saltar da cama às 7 da manhã e menos, para ir fazer um exame que conta 30% para a nota final?
No tempo do país analfabeto era obrigatório fazer exame de 4.ª classe. Agora diz-se que o seu regresso é elitista...

Esperemos pelos resultados a ver… 

TRABALHAR A INCLUSÃO

Há palavras que exprimem, em certos momentos, o “espírito do tempo”. A palavra “inclusão” é uma delas. Praticamente desconhecida há uma década atrás, “inclusão” assumiu uma presença cada vez mais frequente nos discursos educacionais, sociológicos e políticos.
A palavra tornou-se de tal maneira comum que extravasou o seu significado social de forma que hoje é possível encontrar restaurantes com “menus inclusivos e até “bagagem inclusiva”. A palavra "inclusão" tornou-se quase imprescindível no discurso político, usada da direita à esquerda ainda que, certamente, com significados muito diferentes. 
Mas o que significa estar incluído? A inclusão deve ser a possibilidade, a virtualidade ou a realidade de pertencer a uma sociedade que se quer de todos e para todos. 
Como tal, merece-nos destaque neste editorial o papel que o Clube Naval da Horta e a APADIF têm tido neste contexto. Juntas estas duas entidades uniram sinergias e estão a trabalhar com as pessoas com deficiência, quer cognitiva quer física. Referimo-nos à modalidade de Acess – uma modalidade dentro da vela ligeira – que envolve quase uma centena de pessoas com deficiência na ilha do Faial e que, aos poucos, está a tentar implementar-se no Pico. 
Estão a ser ultimados os preparativos para a organização do Campeonato Nacional de Acess na Horta. Mais de 30 velejadores, utilizadores de cadeiras de rodas estarão na nossa ilha para brilhar no mar. Mas importa que também lhes seja dada a oportunidade de brilhar em terra, e nesse campo as coisas parece que estão mais complicadas. 
A cidade da Horta continua cheia de armadilhas arquitetónicas que urgem corrigir no sentido de proporcionar às pessoas com mobilidade reduzida, haja ou não campeonatos, uma melhor capacidade de se autonomizarem. 
Este tema não é novo, aliás, já foram desenvolvidos alguns estudos a este respeito, que foram, posteriormente e ao que sabemos, apresentados às autoridades/entidades competentes. 
Sabemos também que alguns passeios foram rebaixados, mas, com exclusão de isso, pouco ou nada foi feito no sentido de melhorar e colmatar estas lacunas. 
Importa então que as entidades passem a olhar estas pessoas com dificuldades de locomoção de forma diferente. Que as olhem com o verdadeiro espírito da inclusão patente em si, porque somente assim poderemos fazer verdadeiramente a diferença. 
Ser uma sociedade verdadeiramente inclusiva passa por isso mesmo, por criar as condições para que os outros possam ser incluídos e essas condições não podem ser só o criar de espaços para passarem o dia. Não se tratam de animais que estão enjaulados, mas sim de pessoas que se querem livres como o vento. 



Banhos públicos

A febre do banho público está aí e já são muitos os vídeos partilhados pelas redes sociais.
O desafio foi lançado pela ALS Foundation, uma fundação de apoio a doentes com Esclerose Lateral Amiotrófica, e tem como objetivo encorajar os famosos a divulgar os seus vídeos num prazo de 24 horas, caso contrário a doar 100 dólares. 
Trata-se de uma moda nacional e mundial que ganha cada vez mais adeptos entre algumas das maiores figuras públicas internacionais, interessadas em contribuir, através deste ato simbólico e de donativos, para a luta contra a esclerose lateral amiotrófica, uma doença grave, degenerativa e incapacitaste.
Nos Estados Unidos, a brincadeira dos banhos públicos transformou-se numa enorme ação de solidariedade. Milhares de norte-americanos estão a publicar vídeos na internet em que despejam um balde com água gelada na cabeça. 
Contudo os melhores vídeos são os que não correm como previsto e nem todos, sobretudo, cumprem o objetivo para o qual foram criados e o presidente da Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica já veio a lume dizer que a associação não está a ver um tostão desta campanha.
É importante que se reflita sobre as coisas e que não se façam coisas so por fazer… 
Não podemos pura e simplesmente imitar uma iniciativa que se queria de solidariedade e torná-la num jogo.
Não podemos ter meia dúzia de pessoas a levar com um balde de água fria em cima para não ter de pagar um jantar. Isso é ridicularizar quem se prestou a tomar um banho em prol de uma causa. 
Tem-se criado uma grande celeuma em volta destes desafios. As pessoas comentam que os banhos de água não ajudam ninguém, que os donativos é que interessam e que no fundo estes Banhos não passam de uma palhaçada para que alguns famosos se auto promovam.  
É claro que era bom que todos os baldes de água viessem associados a um donativo, melhor ainda, que não fossem precisos estes banhos para trazerem à baila um assunto tão sério. 
Mas a verdade é que com donativos ou não, os famosos estão a fazer a passar a palavra e muitas pessoas acabam por fazer doações, mesmo que não entrem no desafio. 
No ano passado, a campanha pública pela ELA deu 2,1 milhões. Neste ano, porque alguém inventou o vídeo do balde de água fria pela cabeça, a campanha já vai em 41 milhões…

É claro que seria ideal que todos os que tomam banho contribuíssem  mas depois a campanha chega a outras pessoas não famosas que fazem os seus donativos mais pequenos e pensam no final do ano em assignar os seu 0.5% de IRS a esta associação e nunca o fariam se esta "publicidade" dos famosos não existisse. São pequenos grãos, é verdade, mas grão a grão enche a galinha o papo!

Viragem?

O último mês em Portugal ficou marcado pelas eleições primárias no Partido Socialista.
Pela primeira vez em Portugal um candidato a primeiro ministro foi escolhido através de sufrágio e não em congresso onde só participa uma quota parte dos militantes/simpatizantes do partido em causa.
De realçar de que se trata de uma decisão histórica abrir o partido à participação dos eleitores e à cidadania. Em vez de ratificarem a decisão do partido, os eleitores podem escolher o candidato a Primeiro Ministro.
A ideia é simples: nas primárias podem votar os inscritos no PS e os eleitores do PS que se declarem como tal. Eleições semelhantes já ocorreram em França e em Itália, são naturais nos EUA e o PSOE, em Espanha, também anunciou que vai realizar primárias.
Assistimos a quatro meses de campanha em que dois socialistas jogaram o seu futuro político.
Vencedores e vencidos à parte, importa frisar que Seguro ficará na história da democracia como o político que pela primeira vez introduziu, no grupo parlamentar, a liberdade de voto como regra nas votações na Assembleia da República; apresentou pela primeira vez uma lista paritária para uma eleição nacional (europeias) e, agora, a realização de primárias abertas a não militantes do PS para a escolha do candidato.
Não se sabe ao certo em que terá pensado António José Seguro quando se decidiu pelas primárias. Mas foi criticado de imediato: tais eleições não têm tradição em Portugal; os estatutos do PS não as preveem; era impossível organizá-las com tão pouca antecedência; o PS acabaria desgastado por uma prolongada disputa interna. Pois bem, as primárias revelaram-se uma rampa de lançamento para o PS e um palco para o seu líder.
A grande mobilização dos socialistas a este ato demonstra que os quatro meses de "campanha" foram positivos.
Mais do que a divisão dentro do partido, assistimos sim a uma união de socialistas se tivermos em linha de conta o número de votantes.
Neste ato eleitoral, ao contrário do que se tem verificado nós últimos tempos, não vendeu a abstenção.
A questão que se coloca agora é: será este um ponto de viragem? Será o presságio de que nas próximas eleições os resultados vão ser diferentes? Será que a abstenção vai ser substituída por uma grande afluência às urnas? Será que as pessoas já ganharam consciência de que é preciso e essencial votar?

As opiniões sobre estas primárias foram bem diferentes. Houve quem considerasse este sufrágio como "uma farsa para esconder responsabilidades passadas e intenções futuras".

Recuperações

É com agrado que registamos a recuperação da fachada dos edifícios da Colónia Alemã, com destaque para o edifício onde durante longos anos funcionou o Conservatório Regional da Horta.
Este edifício, situado na Rua Marcelino Lima estava há muitos anos ao abandono, chegando a “dar dó” por lá passar.
Entendeu em boa hora a atual Presidência da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores arregaçar mangas, colocar as mãos à obra e o resultado está à vista. Temos um edifício de cara lavada.
Resta agora saber o que vão fazer dele. Não serve de nada dar um novo “look” e deixar novamente ao abandono. Esperemos que não fique por aqui e que dele façam bom uso, daria por exemplo um excelente museu da autonomia, bem perto da casa mãe e com gastos certamente menores que a outra auto denominada “Casa da Autonomia”,  a montar na ilha de São Miguel, sobre a qual já nos referimos aqui nesta coluna. 
Continuamos a partilhar da mesma opinião. É um erro crasso esta “Casa da Autonomia” se fixar em são Miguel até porque, de acordo com o  Plano e Orçamento para 2015, estão previstos  3 milhões de euros de investimento... um absurdo. 
Aqui na Horta nem metade desse valor se gastaría, para além claro, da lógica que há em ter aqui um Museu desse calibre. 
Outro registo positivo é a intervenção ao nível das coberturas,  que está a ser realizado desde de Julho, no edifício sede da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
Ao que apurámos esta intervenção está a ser levada a cabo com o acompanhamento do autor do projeto original, arquiteto Correia Fernandes.
Depois de anos ao abandono, a verdadeira Casa da Autonomia começa a recuperar e a preparar os seus 25 anos, que terá lugar no dia 15 de Julho de 2015.
Não seria a “cereja no topo do bolo” se o Governo Regional dos Açores, e não o Governo Regional de São Miguel, mudasse de ideias e implementasse o museu cá?

Parece-nos, pelo atrás exposto e por tudo o que já foi escrito a este respeito, que a decisão mais assertiva seria essa mesmo. 

O adeus a Madruga da Costa

Alberto Romão Madruga da Costa será sempre lembrado como uma figura ilustre da nossa terra e dos Açores. 
Quinze dias que passam do seu prematuro desaparecimento, cabe-nos, enquanto jornal desta terra, prestar uma singela homenagem àquele que foi o presidente do Governo Regional dos Açores e presidente da então Assembleia Legislativa dos Açores. Era cooperante e fundador da cooperativa que é proprietária do Jornal Tribuna das Ilhas, entre muitos outros cargos. 
Político respeitado, cedo lhe reconheceram a vontade de considerar a opinião dos outros para construir um futuro bom para a sua ilha, para os Açores e para Portugal. 
Reconhecido por todos como um defensor incansável da Autonomia foi designado como um dos “patriarcas da Autonomia”.
Como referiu Cavaco Silva, “todos os portugueses - e os açorianos, em particular - devem homenagear a memória de um homem bom, uma personalidade de carácter que dedicou a vida em prol dos seus concidadãos”.
“Personalidade conservadora, homem sério e culto, deu um muito sério contributo à consolidação do sistema constitucional da Autonomia”, escreveu Decq Mota, ex-líder do PCP.
Carlos César disse que “nunca virou as costas ao combate político mas nunca tolerou a sua confusão com o ataque pessoal e as demonstrações de falhas de caráter. Foi um adversário leal e um grande açoriano”.
Alberto Romão Madruga da Costa será, sempre, uma referência para a Autonomia dos Açores e um exemplo para a social democracia açoriana de defesa intransigente da livre administração dos Açores pelos açorianos, mas também de afabilidade, respeito pelo próximo, abertura e tolerância no debate político.
Nos três dias de luto regional que foram instituídos por ocasião do seu falecimento, muito foi escrito e dito sobre Alberto Romão Madruga da Costa.
Um homem que marcou um tempo. Um grande exemplo e modelo de referência que fica como um legado que deve inspirar a ação das gerações mais novas.

Como escreveu José Andrade, “Madruga da Costa foi um “Comendador da República Portuguesa” mas preferia continuar a ser um “Freguês das Angústias da Horta”…”
Aos poucos vão desaparecendo, para grande pesar nosso, grandes figuras da nossa história. Cert é que novas figuras se estão a formar, mas há que enaltecer e não deixar esquecer, aqueles que foram as pedras basilares da nossa região.

À família endereçamos os nossos sentimentos de pesar. 

Olhar o DOP

O Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores tem desempenhado um papel fundamental é pertinente na história do Faial e dos Açores.
Trata-se de uma instituição de referência em Portugal ao nível da investigação científica, que depois de vários anos de indefinição se firmou no panorama internacional.
Conforme pudemos constatar na entrevista concedida por Helder Silva, o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores tem desenvolvido projectos científicos de excelente qualidade, reconhecida internacionalmente, em áreas passíveis de cooperação no âmbito desta aliança de investigação transatlântica, nomeadamente ao nível da observação oceânica, gestão sustentável dos recursos e cartografia dos fundos marinhos.
É de destacar o projecto na área da observação oceânica, denominado Rede de Monitorização do Oceano e financiado pelo governo canadiano, no âmbito do qual o DOP-UAç desenvolve estudos de telemetria acústica de grandes pelágicos, bem como os diversos trabalhos de cartografia dos fundos marinhos em torno dos Açores, destinados à caracterização dos ambientes de grande profundidade e localização de ecossistemas marinhos vulneráveis. De destacar porque se trata de um dos muitos projetos que este departamento desenvolve em parceria com entidades internacionais.
Numa altura em que governantes, locais, regionais e mesmo nacionais e europeus usam o mar como bandeira de campanha, parece-nos que o facto de terem sido reduzidas as verbas para aquele departamento é preocupante.
A falta de verbas condiciona em muito a atividade dos cientistas do DOP, aliás, faz com que metade deles tenham que se ir embora.
É assim importante que as entidades oficiais olhem para o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, sobretudo agora que se fala na instalação da escola de marítimos no Faial com olhos de ver....

Os apoios não podem faltar, senão corremos o risco de ver grandes projetos irem por água abaixo... Passe o pleonasmo...

O futuro dos OCS

Não vamos aqui falar de projetos para 2015 até porque isso já foi feito na edição da passada semana, mas vamos sim refletir sobre o que nos espera, a nós Órgãos de comunicação social, porque este ano ainda agora começou e já se está a revelar difícil.
Na sua última crônica de 2014 do diário insular, o caro colega Osvaldo Cabral punha o dedo numas quantas feridas que flagelam os media da região.
A falta de profissionais, a falta de financiamento próprio e a falta de apoio são os três vértices desta crise na imprensa regional.
A verdade dos factos, a verdade nua e crua é só uma: não há dinheiro.
A crise, tão apregoada e que serviu de mote a milhares de discursos quer políticos quer do cidadão comum também afecta, é muito, a comunicação social, ao ponto de alguns OCS terem dispensado, na última década, mais de 75% dos seus jornalistas e optado por recorrer aos programas governamentais de estágio, mormente o estagiar L e T ou mesmo o estagiar U para cobrir férias neste último caso.
É impossível, sem a entrada de dinheiro nos cofres das redações e respectivas administrações, que se mantenham quadros especializados e maduros. Todos nós sabemos que os anos de serviço contam para a progressão na carreira e isso implica maiores salários. Ora bem, as empresas neste momento, pura e simplesmente não podem pagar.
E não podem pagar porquê? Porque os empresários a investir em publicidade diminuiu drasticamente, porque os novos empresários viram na internet uma oportunidade de negócio, deixando de recorrer aos jornais para anunciar os seus produtos, optando pelas redes sociais...
A maioria dos jornais regionais já optou por estar On line, muitos deles a título gratuito, mas a verdade é que os milhares de blogs existentes na rede se tornaram quase co,o que virais e dificultam a vida de quem vive disto.
A par da falta de dinheiro também já vimos alguns jornais da nossa região fecharem portas, como o extinto Correio da Horta e mais recentemente A União, dois ícones da nossa imprensa...
A juntar a esta falta de verba, o facto do Governo Regional usar, sem pingo de vergonha, de dois pesos e duas medidas no que à atribuição de publicidade institucional diz respeito.
Temos vindo a assistir a situações que são de bradar aos céus. Surgiram no panorama regional OCS do nada.... Que, de um dia para o outro, são tidos como mais credíveis do que os que já andam há anos e com provas dadas, edição após edição, e que, por isso, absorvem toda a publicidade institucional. Isso está deveras mal.
É preciso analisar se tiragens, analisar se peças, e qualidade dos trabalhos levados a cabo nas respectivas áreas de intervenção... Um OCS que se limita a reproduzir notas de imprensa não é um OCS, é um gabinete de imprensa camuflado é pago a preço de ouro.
Esta recente polêmica em torno do pagamento do Promedia é ridícula. Como pode o estado pura e simplesmente, de um mês para o outro vir dizer que não tem dinheiro para cumprir aquilo com que se comprometeu, hipotecando assim, a vida é o posto de trabalho de umas quantas, ainda que poucas, famílias açorianas?
Orientem se senhores. Orientem se ou qualquer dia estamos sugados de comunicação social e, mal ou bem, com muitos ou poucos profissionais, somos nós quem dá eco do que os nossos governantes, eleitos pelo povo, vai fazendo. O vosso prestar de contas à população acontece através das nossas linhas...

Fica a dica.

Vandalismo


As políticas públicas de segurança visando o combate às chamadas "incivilidades" não têm sido muito esquecidas nos Açores, pelo que não se compreende  a proliferação de atos de vandalismo na nossa ilha. 
O vandalismo e a falta de higiene levaram a que muitos municípios do país deixassem de ter sanitários públicos, por exemplo.
Na freguesia da Feteira existia quem reclamasse a falta de sanitários públicos, mas o certo é que eles ainda existem e estão de portas abertas 24 horas por dia. No entanto, estes não escapam ao uso impróprio por parte dos frequentadores.
No passado fim de semana uns vandalos quaisquer, destruiram grande parte dos balneários públicos, bem como o seu espaço exterior. 
“O nosso Parque de Lazer foi brutalmente vandalizado esta noite.  O rasto de destruição é bem visível, desde suportes de papel das casas de banho, os globos do sistema de iluminação, as mesas, as canas de suporte dos salgueiros”, pode ler-se na página de Facebook da Junta de Freguesia.
Se espaços públicos são, por definição, pagos com o dinheiro de todos os contribuintes  são de todos e para usufruto de todos, logo temos que nos insurgir contra estes atos vandalos e tentar, a par das autoridades, pôr cobro a isto.
Actos de vandalismo e de degradação das cidades, espaços e vias públicas só serão travados com uma política de envolvimento das comunidades, como um dos componentes integrantes de uma política de policiamento de proximidade e de "tolerância zero" a este tipo de fenómeno. 
Não há muito tempo fomos abordados no sentido de escrever “qualquer coisinha” a fim de sensibilizar as pessoas para não vandalizarem as flores que a CMH andava a, e muito bem, plantar ao longo da cidade, nas floreiras, para embelezar a Horta. 
Serviu de alguma coisa? Pelos vistos não.
É preciso que se tomem medidas, no sentido de punir quem tem estas atitudes. É preciso pressionar as autoridades para continuarem a fazer o seu trabalho e exigir respostas. Estes malfeitores têm que ser identificados e punidos. 
Será que não percebem que só estão a fazer mal? Será que não entendem que estão a destruir o que a muito custo se tenta pôr de pé?
Depois queixam-se de não termos nada? Pudera! Quem é que está para investir tempo e dinheiro em coisas bonitas e úteis que depois são destruídas por uns “iluminados”, ou será caso para dizer “fundidos”.

Não conseguimos perceber este fazer mal só por fazer. 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Campos de Férias

  Hoje damos à estampa uma reportagem sobre as diversas iniciativas relacionadas com os campos de férias que surgiram na nossa ilha nos últimos tempos.
Iniciativas louváveis de quem as pensou e que em muito contribuíram para que os pais pudessem organizar os seus períodos de ferias de modo a poderem passar tempo de qualidade com os filhos e, claro, de modo a garantirem que estes não ficavam sozinhos em casa durante o verão todo.
Entretanto, parece-nos pertinente que se repensasse um pouco a filosofia destas iniciativas e que se pudesse alargar o seu período de vigência.
Curiosamente, todas as iniciativas deste género que decorrem no Faial, realizam-se no mês de julho, e a verdade é que nem todos os pais conseguem conciliar as férias para o mês de agosto…
Será que não se justificaria alargar estes campos de férias por dois meses?
Seria benéfico para todos! Pais e filhos e também para as organizações.
Foi bonito constatar que este ano surgiu um campo de férias diferente do habitual, referimo-nos ao GeminArte. Uma mistura de atividades lúdicas com atividades pedagógicas, que permitiu às cerca de 30 crianças que o frequentam, um contato diferente com a natureza, com métodos de ensino alternativos e mesmo com modos de vida pouco convencionais no nosso meio.
Veio desmistificar, a nosso ver, algumas ideias mal concebidas que existiam no que diz respeito a estilos de vida como o vegetarianismo, ou mesmo, permitir aos miúdos um primeiro contato com a ioga que, ao contrário do que se pensa, não é apenas uma atividade de "estar parado".
No final, e daquilo que pudemos ver, os miúdos estavam todos agradados e com vontade de repetir a experiência, pelo que é importante que se salvaguarde, junto dos seus promotores, a continuidade deste campo de férias.
Por outro lado, não podemos deixar de nos referirmos ao Clube Naval da Horta e ao seu programa Nautiférias que, há quase uma década, abre portas a que novas crianças experimentem um mês de atividades relacionadas com o mar.
Deste campo de férias têm surgido verdadeiros atletas que têm levado o nome do Clube e da nossa ilha pela Região fora e não só.
Este ano, também a CMH teve um papel mais assertivo neste campo, procurando dar uma "mãozinha" às juntas de freguesia que, a muito custo e com poucos recursos, proporcionam a título gratuito as Férias Fixes aos seus miúdos.
Em suma, louvemos todos aqueles que durante este mês de julho tomaram conta das nossas crianças e façamos votos para que alarguem estas iniciativas também ao mês de agosto.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Faialenses Indignem-se…

Assistimos nas últimas semanas a uma guerra de palavras entre escribas da ilha Terceira e São Miguel, numa demonstração bairrismo exacerbado, que roça o exibicionismo, procurando obter aquilo que eles entendem como seu e não de todos os açorianos. A intenção é clara, influenciar o Governo e direcionar o investimento público para o quintal de cada um.
Nas batalhas diárias nos jornais de São Miguel e Terceira luta-se pelos transportes de mercadorias, a célebre plataforma logística no Porto da Praia da Vitória, pelos transportes aéreos, contra e a favor da baixa das tarifas nas escalas do aeroporto de Santa Maria e pela centralização da SATA no grupo oriental, pelos parques tecnológicos, pela sede das empresas públicas, a favor e contra a tripolaridade da Universidade dos Açores e em tantas outras coisas que fazem corar a suposta e fomentada rivalidade entre o Pico e o Faial.
Recentemente as atenções centraram-se no diploma dos professores e toda a polémica que o envolveu, com o vota, não vota, com declarações de parte a parte, baralhando a opinião pública, desprestigiando pessoas e instituições.
Este curioso e ridículo episódio prova a importância que muitos políticos dão às dificuldades das empresas e famílias, elucidando de forma muito clara que o Povo não é quem mais importa, mas o ego de cada deputado ou membro do Governo. Acha mesmo que o Povo se importa com as alterações introduzidas no dito diploma? Em que é que isso altera a vida daqueles que trabalham para sustentar os seus filhos e que hoje passam grandes dificuldades? Estamos perante uma alteração que beneficia a classe dos professores? Prejudica? Este episódio tem mesmo essa relevância toda? Quanto já se gastou em entrevistas, e reuniões ao erário publico?
Fato curioso nesta novela foi querer encontrar na Presidente da Assembleia - faialense e mulher -  a “ré” colocando os ditos escribas, alguns internos candidatos, pseudo- constitucionalistas, aventureiros em direito regional, a incentivar uma forma de lhe imputar as culpas das supostas ilegalidades.
É lamentável, uma decisão colegial de um órgão, (Mesa) onde está sentado também um ex- presidente da ALRA, e que se tente imputar apenas a Ana Luís a culpa desta situação.
Agora e no final do rosário eleitoralista e bairrista o Representante da República vetou o diploma por todas as razões e mais uma, menos pela suposta “ilegalidade de alteração do diploma”, imputada a Ana Luís
Estamos fartos que nos atirem areia para os olhos e que encontrem nos “Faias” os culpados, os inoperantes, os elitistas e mais uns adjetivos que os nossos vizinhos e os políticos das ilhas com mais população nos apelidam. Importa estarmos unidos pela nossa terra e pelas nossas gentes.

Abril 2014

1 de maio

Todos os anos, no dia 1 de Maio, comemora-se, em todo o mundo, o Dia do Trabalhador.
As origens do Dia do Trabalhador não são muito recentes. A história deste dia começa no séc. XIX.
Nessa época, abusava-se muito dos trabalhadores, porque chegavam a trabalhar entre 12 e 18 horas por dia, o que era muito cansativo e até prejudicial à saúde!
Já há algum tempo que os reformadores sociais  defendiam que o ideal era dividir o dia em três períodos: 8 horas para trabalhar, 8 horas para dormir e 8 horas para o resto, o que incluía a diversão.
Foi com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diárias que, no dia 1 de Maio de 1886, milhares de trabalhadores de Chicago (EUA) se juntaram nas ruas para protestar contra as suas más condições de trabalho. Só em 1890, os trabalhadores americanos conseguiram alcançar a sua meta das 8 horas de trabalho diárias.
Em Portugal, devido ao facto de ter havido uma ditadura durante muito tempo, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se passou a comemorar publicamente o Primeiro de Maio mas só a partir de Maio de 1996 é que os trabalhadores portugueses passaram a trabalhar 8 horas por dia.
Perante estes factos da nossa história, e numa altura em que tanto se discute a questão das 35 horas semanais, apraz-nos perguntar: será que a luta pelas 35 horas tem sido tão efectiva como a dos nossos antepassados?
Após alguns meses de indecisão, de questionarmos a nossa autonomia,  desde quinta-feira, 1 de Maio, que todos os trabalhadores da administração regional, em regime de contrato de trabalho em funções públicas e não filiados em qualquer associação sindical, passam a praticar o horário de 35H/semanais.
A medida não abrange os funcionários inseridos nas carreiras específicas da saúde e o pessoal docente. É igualmente aplicado aos trabalhadores que exercem funções nos serviços tutelados pelas entidades empregadores públicos da administração regional.
Apesar de todos os cortes nos feriados que foram levados a cabo no último ano, este manter-se-á como um dia de descanso de todos os trabalhadores.
Mas ao que parece, o dia 1º de maio continuará a ser  um dia de sentimentos contraditórios para os trabalhadores: enquanto uns dançarão ao som de marchas populares populares, outros manterão vivo o sentimento que moveu os “Mártires de Chicago” – a indignação diante da injustiça - e irão para as ruas continuar a luta por uma vida melhor.

Azores Trail

Voltamos a preencher esta coluna para falar da primeira edição do Azores Trail Run.
Se há umas semanas atrás enaltecemos a ideia de promover turismo aliado a ambiente e desporto, hoje reforçamos esse enaltecimento, uma vez que, depois do que assistimos no passado fim-de-semana, temos a certeza de que se tratou de um grande evento.
Não querendo desprestigiar todas as outras provas desportivas que se realizam na nossa ilha, sim porque temos eventos de grande qualidade, este Azores Trail Run superou todas as expectativas.
O leque de atletas que visitaram o Faial foi de se lhe tirar o chapéu. A quantidade de gente – de voluntários – que envolveu foi de se lhe tirar o chapéu. Ainda hoje lemos “os voluntários recebem-nos em todos os postos de abastecimento como heróis, mas os verdadeiros heróis já aterraram há muito na meta”.
Nestes últimos dias não se ouve falar de outra coisa a não ser de Trail, Trail, Trail. As redes sociais, sejam elas facebook, instagram ou twitter, estão cheias de referências a esta prova e à nossa ilha.
No final da prova a satisfação dos atletas era por demais evidente, tendo contribuído para isso a excelente organização que promoveu, para além das atividades desportivas uma série de atividades lúdicas e turísticas para que os visitantes pudessem usufruir da nossa ilha, e da ilha do Pico, em pleno.
Foi engraçado ver que, no dia em que antecipou a prova, os atletas estavam todos expectantes, apesar de já surpreendidos com alguns dos trilhos, e que, esses mesmos atletas, depois da prova, estavam literalmente estupefactos e reforçaram a vontade de voltar no próximo ano, como pode ler-se no blog de uma das atletas “Sim. Até já. Porque vou seguramente voltar. Para correr. Cheguei antes do pôr-do-sol, é certo… Vou voltar também para petiscar no café delicioso junto à Praia do Norte. Para conhecer o que ficou por conhecer. Para rever o que tanto gostei.”
Depois de tudo isto, esperamos que as entidades oficiais se capacitem de que este tipo de iniciativas são proveitosas para todos. Para as próprias entidades que, apesar do investimento, acabam por ver o retorno rapidamente.
São positivas para a economia local que foi “abanada” por estas duas centenas de pessoas que cá vieram. Positivas para a organização que viu o seu trabalho reconhecido e, acima de tudo, positivas para o Faial que foi projectado no mundo.
A organização já está a planear a edição de 2015. Ora aí estão boas notícias!


30 maio 2014

Exames

Decorreram esta semana os exames de quarto e sexto ano de escolaridade das disciplinas de português e matemática.
No ano passado somente 53% dos alunos do quarto ano tiveram aproveitamento na prova de língua portuguesa, o que, a nosso ver é preocupante, uma vez que estamos a falar em quase metade dos alunos  com negativa a uma disciplina tão importante. Acho até um bocado grave. É a nossa língua, e se a começam a maltratar logo desde pequeninos, teme-se o pior pela vida fora. Vamos a ver como correm as coisas este ano.
Das criticas que ouvimos, apesar de extensa, a prova foi bastante mais fácil do que no ano passado. Será que foi um facilitismo ou será que os resultados do ano passado foram uma “sacudidela” para que a preparação para o exame fosse mais aprimorada?
A pergunta que se me apraz fazer é: será este exame mesmo necessário? Será necessário fazer as crianças de 9 anos de idade passarem por este “aperto”? Será que é mesmo um exame, dos inúmeros testes que têm que fazer ao longo do ano, que vai mostrar ao professor se os conteúdos estão ou não aprendidos?
Neste caso concreto do Faial, parece-nos que obrigar alunos das freguesias do campo a se deslocarem à cidade, onde têm que estar às 8h00 da manhã para fazer um exame é violento.
Há mesmo esta necessidade de concentrar tudo num só espaço? Não era mais fácil fazer deslocar os professores vigilantes da prova às escolas em questão?
Reconhecendo que a mudança de paradigmas, de estratégias pedagógicas e de reformas é inevitável, uma vez que acaba por estar indexada a uma política educativa que acompanha políticas diferenciadas por diferentes governos de esquerda, de direita ou de centro. Ou da treta, passe a expressão, temos que pôr na balança o bem estar das crianças. Não lhes parece?
Numa primeira instância estou em crer que será pertinente transmitir alguns valores a par da necessidade de adaptabilidade e da abertura à mudança tão importantes em contexto escolar, para depois se avançar para algo deste género.
Não querendo ser mais papista do que o Papa, a verdade é que estes alunos do quarto ano estão a poucos meses de verem a sua vida virar do avesso. É a mudança, agora sim, de escola, de professores, e o confronto com um maior número de disciplinas. São programas extremamente longos e exigentes, testes atrás de testes, trabalhos atrás de trabalhos. Será que, nesta recta final do ensino primário, têm que saltar da cama às 7 da manhã e menos, para ir fazer um exame que conta 30% para a nota final?
No tempo do país analfabeto era obrigatório fazer exame de 4.ª classe. Agora diz-se que o seu regresso é elitista...
Esperemos pelos resultados a ver…

EUROPA

Hoje, 9 de maio celebra-se o dia da Europa que nasceu no Conselho Europeu de Milão, de 28 e 29 de junho de 1985 e foi celebrado pela primeira vez em 1986.
Foi a 9 de maio de 1950, pelas 16h00, que Robert Schuman, o então ministro francês dos Negócios Estrangeiros, apresentou, no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, em Paris, uma proposta com as bases fundadoras do que é hoje a União Europeia.
Esta proposta, conhecida como "Declaração Schuman", baseada numa ideia originalmente lançada por Jean Monnet, trazia consigo valores de paz, solidariedade, desenvolvimento económico e social e equilíbrio ambiental e regional e incluía a criação de uma instituição europeia supranacional incumbida de gerir as matérias-primas que nessa altura constituíam a base do poderio militar: o carvão e o aço.
Por se considerar que esse dia foi o marco inicial da União Europeia, os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1985, decidiram consagrar o dia 9 de maio como "Dia da Europa".
A 15 dias das eleições europeias, impõe-se a pergunta: será que somos e que nos sentimos verdadeiramente europeus? Será que os cidadãos portugueses, neste caso particular os cidadãos açorianos, conhecem e têm a noção da importância que há em  fazer parte da União Europeia?
Fará algum sentido falar no dia da Europa sem falarmos da cidadania europeia que foi instituída com o Tratado de Maastricht, em 1992?  Recordemos, esse tratado estipulava  que é cidadão da União qualquer pessoa que tenha a nacionalidade de um Estado-Membro, sem que, e isto complementado em 97 com o Tratado de Amesterdão a cidadania nacional.
Ora bem, o sermos europeus não anula a nossa nacionalidade portuguesa, mas sim, complementa-a. A Cidadania Europeia, como complemento à cidadania nacional, confere a todos os cidadãos um conjunto de direitos adicionais importantes.
Estando na Europa podemos pensar de forma diferente, pelo que, em vésperas de eleições europeias impõe se que os europeus   compreendam os seus direitos como cidadãos para mais facilmente os podem exercer, e, desta forma, deixarem de pensar que o que é mau vem da União Europeia e o que é bom é nacional.
Importa ainda que os Açores reforcem a sua posição na Europa com a eleição de euro deputados que conheçam verdadeiramente a nossa realidade, os nossos problemas, anseios e necessidades.
Só tendo alguém no terreno podemos reivindicar apoios, medidas que nos beneficiem.
Quem não é visto não é lembrado. Sim é só mais um cliché, mas um cliché que se afirma cada vez mais como uma verdade.
Por isso, dia 25 de maio, não nos esqueçamos de ir às urnas.

NOVA CASA DA AUTONOMIA?

Desde que os Açores se tornaram numa região autónoma que a “Casa da Autonomia” é na Horta.
Foi aqui que, em 1976, no edifício da Sociedade Amor da Pátria, teve lugar o acto inaugural da I Legislatura do Governo Regional, (4 de Setembro de 1976). Uma cerimónia que contou com a presença do então Presidente da República, General Ramalho Eanes, e do Primeiro-Ministro, Dr. Mário Soares.
A Assembleia Legislativa Regional dos Açores funcionou, desde a inauguração da autonomia até 1980 no edifício da loja maçónica "Sociedade Amor da Pátria" e, dessa data até 1990, em local vizinho à atual sede, no local onde existiu a chamada "colónia alemã".
Hoje encontra-se instalada em um edifício construído de raiz com essa finalidade, com projeto do arquiteto Manuel Correia Fernandes, inaugurado em junho de 1990.
Desde sempre que a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores é apelidada da “Casa da Autonomia”. É aqui que são tomadas todas as decisões, positivas ou negativas, que regem os Açores e os açorianos. É aqui na Horta que está sedeado o “berço da autonomia”.
Fará assim sentido que se queira instalar no Palácio da Conceição em Ponta Delgada a “Casa da Autonomia”?
Sim, de acordo com  a resolução n.º 87/2014, publicada no jornal oficial de 9 de maio, deliberou o Conselho de Governo “constituir uma estrutura de missão com o objetivo de criação da Casa da Autonomia no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada.”
As premissas que orientam esta decisão evocam a necessidade da criação de “ um equipamento cultural vocacionado para o incremento de uma cidadania açoriana mais ativa e informada; que deve incorporar meios e conteúdos que contribuam com rigor e de forma apelativa para o conhecimento e afirmação da identidade do Povo Açoriano e da sua Região, dando a conhecer aos Açorianos e aos seus visitantes a História dos Açores, a evolução e enquadramentos do processo autonómico no passado como nas suas dinâmicas futuras”.
Na deliberação agora publicada equaciona-se a hipótese de “criação de outros polos de temáticas permanentes e/ou temporárias em outras instalações da Presidência, como, por exemplo, no Palácio dos Capitães-Generais”, ou seja, referência ao Faial? Nicles!
Esta decisão deixa-nos deveras apreensivos. Estarão os nossos governantes a preparar-se para transferir a ALRAA para São Miguel?
É mais uma tentativa de esvaziamento do Faial?
A querer acabar com o acrónimo de “Casa da Autonomia” atribuído à ALRAA, não seria mais justo encontrar uma alternativa aqui no Faial? Naquela que sempre foi a ilha onde a “Casa da Autonomia” teve sede?


Sugam-nos a saúde

 O direito à saúde está consagrado no artigo 64 da Constituição da República Portuguesa. 
“Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover. O direito à proteção da saúde é realizado: através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito e pela criação de condições que garantam, designadamente, a protecção da infância, da juventude e da velhice (…)” – pode ler-se na Constituição que acrescenta que, prioritariamente ao Estado cabe “garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação e garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde”. 
Ora bem, perante isto, parece-nos que o que se tem verificado nos Açores nos últimos tempos, mormente deste que a pasta da Saúde mudou de tutela, é um “sugamento” destes direitos que, enquanto portugueses – e não cidadãos de segunda ou terceira – pugnamos por ter. 
Os utentes açorianos estão a ser, clara e indubitavelmente, prejudicados pelas medidas que a Secretaria Regional de Saúde tem vindo a implementar. 
O buraco financeiro que assombra o setor é enorme, temos noção disso, mas não se pode, de um momento para o outro, querer sanar tudo preterindo os utentes. 
Por cá temos exemplos concretos: são especialidades que desaparecem e são unidades que encerram. E depois vem um atirar de areia para os olhos para tentar camuflar a coisa. Não pode ser. O Hospital da Horta serve as ilhas do Faial, Pico, Flores e Corvo pelo que não pode ser confrontado com a falta de médicos especialistas. Como se vai poupar? Mandando estas pessoas para São Miguel ou Lisboa? É mais barato pagar uma evacuação do que ter um médico aqui afecto? Vejam só por falta de uma incubadora decente quantos bebés já tiveram que ser evacuados este ano? Quanto é que isso custou aos cofres da Região? Certamente mais do que comprar uma incubadora?
A proposta do governo estabelecendo convenções com privados na área da saúde  contraria completamente os princípios da constituição. Na proposta a complementaridade pretendida entre o sector público e o sector privado não está bem esclarecida. Não existe liberdade de escolha por parte dos doentes e utentes. A transparência e clareza que se quer na igualdade de acesso, na facilidade dos doentes, quer ao setor público, quer ao setor privado não transparece desta proposta de portaria. 
E agora esta discussão em torno dos reembolsos? Pelo amor de deus? Onde vamos parar? Será que ainda não se percebeu que quem sai prejudicado disto tudo é o utente? Achamos bem que se fiscalize, mas limitar o acesso aos reembolsos a um por ano parece-nos um “sugar o tutano” aos qua mais precisam. 
Estas medidas têm que ser bem ponderadas! A bem de todos. 


Junho 2014




25 de Abril sempre!

O dia 25 de Abril de 1974 ficou na história como o dia em que começou a liberdade em Portugal.
Até então o país vivia sob a pressão de António de Oliveira Salazar, o maior ditador de que há memória no nosso país. O povo vivia oprimido, a diferença de classes era bem latente. 
A Revolução dos Cravos continua bem presente. Está na voz de políticos e de manifestantes, na televisão, na música, nos jornais.
No dia 25 de Abril, reza a história, foi o dia em que foi dada a oportunidade aos portugueses de mudarem. Será que essa mudança aconteceu efectivamente?
Neste ano assinalam-se os 40 anos do 25 de Abril, uma data que não pode, de forma alguma, passar incólume.
Hoje é preciso lembrar, homenagear e, acima de tudo, evocar aqueles que lutaram para que pudéssemos ser uma nação livre. É preciso ainda, não deixar esses sacrifícios por mãos alheias.
Temos, cada vez mais, e perante tudo o que tem vindo a acontecer em Portugal, não baixar os braços e não defraudar aqueles que perderam a vida para que nós hoje pudéssemos ser livres.
Muita coisa se alterou com o 25 de Abril de 1974.
Mas, a mudança não se efectuou num dia. Foi preciso algum tempo, empenho, coragem e sacrifícios de muitas pessoas para construir um país diferente onde pudesse existir Liberdade, Solidariedade e Democracia.
Para chegarmos aos dias de hoje, foi necessário aprendermos a viver em Democracia e a saber o significado de Tolerância. Passo a passo, dia a dia, como acontece connosco, Portugal foi mudando.
 Hoje, podemos falar livremente, dizer aquilo que concordamos e o que não apoiamos, integrar associações, viver num novo espaço europeu e ter acesso directo ao Mundo sem receio de censura ou perseguições.
No seu conjunto, a sociedade portuguesa revelou uma grande flexibilidade e uma capacidade de adaptação que surpreendeu os que viam sobretudo a rigidez das estruturas e dos comportamentos.  
É interessante perceber como esta revolução teve impacto nos Açores.
Só somos uma Região Autónoma porque após o 25 de Abril se formou o PPD que lutou para a emancipação dos Açores.
Agora… será que somos realmente autónomos?
Os acontecimentos dos últimos anos põem em causa tudo isso. Se cada vez que queremos pôr algo em prática temos que pedir licença à República… será que somos verdadeiramente independentes?
Temos que começar a valorizar estas pequenas/grandes coisas. Há 40 anos atrás não tínhamos televisão! O acesso às notícias era parco, nunca poderia escrever um escrito desta natureza… a censura não deixava!


Abril 2014

Comunidade

Esta semana ouvimos a seguinte expressão “população faialense não é ambiciosa” e ficámos a pensar nisto.
A verdade é que a expressão é o retrato fiél da nossa sociedade e do meio em que vivemos.
Há muito tempo que a população faialense se resignou e passou a aceitar, como se de um grande feito se tratasse, tudo o que se lhe é oferecido sem reclamar e sem contestar.
Infelizmente é essa a verdade, é esta a nossa sina e, “livrem-se os que tentarem fazer barulho” que a esses, o seu está reservado porque, as nossas entidades públicas são totalmente aversas a tudo (leia-se opiniões e sugestões) que saiam de mentes que não as iluminadas da sua esfera partidária.
Por isso, quando um grupo de “tarolas”, sem quaisquer interesses se junta para discutir os interesses e os problemas do Faial, parece que “cai o Carmo e a Trindade” e até parece mesmo que estamos perante “uma coisa de outro mundo”.
NÃO! Não meus amigos. Não é algo anormal. Não é algo para quem não tem nada que fazer. É algo que todos nós, enquanto cidadãos e eleitores desta terra devíamos fazer e no qual todos nós devíamos participar de bom grado.
Devemos todos nós ser responsabilizados pelo que temos e pelo que não temos. Devemos todos nós ter um papel ativo na nossa sociedade e fazer valer os nossos direitos e deveres enquanto contribuintes.
De que serve, no café, reclamarmos do mau estado das estradas, do mau serviço de saúde, do facto de termos sido mal recebidos num departamento governamental se depois não fazemos o que deve ser feito? Se não reclamamos onde devemos reclamar e se ainda criticamos quem o tenta fazer?
Está mais do que na hora de nos fazermos ouvir.
A participação cívica é essencial para um bom funcionamento da sociedade e fulcral para que se consigam atingir padrões cada vez mais elevados de desenvolvimento social e humano. Todos nós temos direitos e consequentemente deveres. Todos nós temos poder para alterar um pouco o nosso mundo  ou cidade.
Temos o poder e temos a responsabilidade de mudar. Mudar de acordo com as nossas opiniões e fazendo aquilo que em consciência consideramos ser o melhor.
Podemos discordar em quase tudo em relação a outra pessoa mas o objectivo deverá ser comum. O de lutar por algo melhor. Existem diversos instrumentos que devem ser valorizados como forma de aumentar e "melhorar" a participação cívica de todos nós. Isto depende do poder político mas também das populações. O esforço é conjunto bem como os benefícios.
Para concluir: Um bem haja ao movimento “Novamente Semana do Mar” que conseguiu quebrar estas barreiras.



Açores em alta na BTL

Decorreu na passada semana mais uma edição da Bolsa de Turismo de Lisboa, um certame que tem a particularidade de promover o setor do turismo nas suas mais variadas vertentes.
É considerado como o maior e mais importante certame do setor turístico que se realiza no nosso país e tem uma grande afluência por parte da população, bem como dos profissionais da área.
Este ano os Açores foram o destino convidado da BTL, pelo que as expectativas eram elevadas, ou não se tratasse de uma oportunidade única de promover este cantinho no meio do Oceano Atlântico junto dos nossos conterrâneos que, em boa verdade se diga, ainda desconhecem as maravilhas que por aqui temos.
Ao longo dos últimos anos os Açores tem procurado encontrar estratégias de promoção na BTL que pautam pela extravagância, em alguns casos, e reporto-me às vacas que estiveram na Praça de Espanha, ou à brilhante projecção de imagens em edifícios emblemáticos da capital.
Depois dessas “aventuras” o patamar estava elevado e, mais uma vez, sem grandes “arriscamentos”, verdade seja dita, a missão açoriana foi conseguida.
O stand açoriano primou pela qualidade dos materiais utilizados. O figurino do stand, totalmente renovado e construído a partir de produtos endógenos dos Açores, nomeadamente criptoméria, marcou a diferença. Os Açores apresentam-se na BTL com uma aposta clara no destaque às suas características identitárias, tanto a nível de materiais, onde a criptoméria e o basalto se impuseram visualmente, como na aposta numa estratégia de promoção centrada na diversidade de produtos turísticos que a as nove ilhas têm para oferecer.
A verdade é que o Turismo açoriano tem enormes desafios pela frente, desafios estes que são quase feitos à medida da potencialidades de um Arquipélago fantástico e mágico.
O nosso Arquipélago é um destino claramente marcado por uma matriz de natureza, mas que, muito mais do que uma natureza contemplativa, quer ser um destino de natureza activa.
Com um acréscimo de visitantes na ordem dos 5% face à edição de 2013, atingindo um total de 68.250 entradas registadas, a 26ª edição da BTL – Feira Internacional de Turismo foi um momento de reflexão e representatividade dos Açores no verdadeiro sentido da palavra e não por ilhas, o que pode ser nefasto para a Região, uma vez que, os Açores são 9 ilhas e cada uma delas tem a sua particularidade.
Fica a sugestão para que, em edições futuras se volte ao figurinho inicial em que os empresários do setor e das mais variadas ilhas do arquipélago, possam marcar presença.


Fevereiro 2014

Espírito Santo, Açores e Camões

Esta semana que agora termina ficou marcada pelos festejos de Culto ao Divino Espírito Santo, pela comemoração do Dia dos Açores e do Dia de Portugal, também conhecido como Dia de Camões.
O culto ao Espírito Santo é prática comum às nove ilhas dos Açores. Trata-se de uma fé na Terceira Pessoa da Santíssima Trindade que é tida como sagrada para o nosso Povo e serve de âncora nos momentos mais angustiantes.
A devoção ao Divino Espírito Santo está associada, enquanto fenómeno de religiosidade, às vicissitudes naturais da vida destas comunidades e foi trazida para os Açores na época do seu povoamento. As Festas do Espírito Santo resumem a história de um Povo nas relações com o Sagrado, com a terra e com ele próprio.
Embora com rituais diferentes, o culto ao Espírito Santo é sinónimo da própria açorianidade e como tal a segunda-feira da “Pombinha” foi também o dia escolhido para assinalar o Dia dos Açores em 1980.
É um dia em que se celebra os nossos Açores, a nossa Autonomia e a nossa Identidade. Um dia em que as autoridades políticas da nossa Região homenageiam aqueles e aquelas que se distinguem no nosso contexto.
“É o dia em que as nossas raízes se agigantam, o nosso sentido de pertença é mais evidente e a nossa partilha de espaço, de espírito e de história melhor nos interliga e faz estar em comunhão”, conforme afirmou o presidente do Governo Regional.
Aliás, no seu discurso alusivo a este dia Vasco Cordeiro deixou um apelo para que os açorianos sejam cada vez mais capazes de “entretecermos a força das relações humanas, culturais e afetivas que nos unem, com a força das relações políticas, económicas e comerciais cultivando e aproveitando, desse modo, o seu potencial de dinamização e de projeção política e económica dos nossos Açores.”
Ora, que tem o povo açoriano feito senão isso? Lutado pelos seus ideais, pelos seus direitos? É preciso é que as entidades que nos tutelam também o façam. Só assim estaremos todos a caminhar no mesmo sentido. Com o mesmo objetivo.
Como diz o povo, não pode ser dar com uma mão e tirar com as duas, nem um a empurrar pra frente e dois a puxar para trás.
Ainda esta semana assistimos às comemorações do Dia de Portugal. Comemorações estas que ficaram marcadas pelas manifestações operadas na Guarda e pelo “fanico” do nosso Presidente da República.
Pena é que tenha sido este “fanico” o “sumo” da comunicação do presidente dos portugueses… porque do discurso… pouco ou nada se aproveita.
Com tudo isto, viva os Açores, viva Portugal!.



 12/06/2014

TRABALHAR A INCLUSÃO

"Há palavras que exprimem, em certos momentos, o “espírito do tempo”. A palavra “inclusão” é uma delas. Praticamente desconhecida há uma década atrás, “inclusão” assumiu uma presença cada vez mais frequente nos discursos educacionais, sociológicos e políticos.
A palavra tornou-se de tal maneira comum que extravasou o seu significado social de forma que hoje é possível encontrar restaurantes com “menus inclusivos e até “bagagem inclusiva”. A palavra "inclusão" tornou-se quase imprescindível no discurso político, usada da direita à esquerda ainda que, certamente, com significados muito diferentes."
Mas o que significa estar incluído? A inclusão deve ser a possibilidade, a virtualidade ou a realidade de pertencer a uma sociedade que se quer de todos e para todos.
Como tal, merece-nos destaque neste editorial o papel que o Clube Naval da Horta e a APADIF têm tido neste contexto. Juntas estas duas entidades uniram sinergias e estão a trabalhar com as pessoas com deficiência, quer cognitiva quer física. Referimo-nos à modalidade de Acess – uma modalidade dentro da vela ligeira – que envolve quase uma centena de pessoas com deficiência na ilha do Faial e que, aos poucos, está a tentar implementar-se no Pico.
Estão a ser ultimados os preparativos para a organização do Campeonato Nacional de Acess na Horta. Mais de 30 velejadores, utilizadores de cadeiras de rodas estarão na nossa ilha para brilhar no mar. Mas importa que também lhes seja dada a oportunidade de brilhar em terra, e nesse campo as coisas parece que estão mais complicadas.
A cidade da Horta continua cheia de armadilhas arquitetónicas que urgem corrigir no sentido de proporcionar às pessoas com mobilidade reduzida, haja ou não campeonatos, uma melhor capacidade de se autonomizarem.
Este tema não é novo, aliás, já foram desenvolvidos alguns estudos a este respeito, que foram, posteriormente e ao que sabemos, apresentados às autoridades/entidades competentes.
Sabemos também que alguns passeios foram rebaixados, mas, com exclusão de isso, pouco ou nada foi feito no sentido de melhorar e colmatar estas lacunas.
Importa então que as entidades passem a olhar estas pessoas com dificuldades de locomoção de forma diferente. Que as olhem com o verdadeiro espírito da inclusão patente em si, porque somente assim poderemos fazer verdadeiramente a diferença.
Ser uma sociedade verdadeiramente inclusiva passa por isso mesmo, por criar as condições para que os outros possam ser incluídos e essas condições não podem ser só o criar de espaços para passarem o dia. Não se tratam de animais que estão enjaulados, mas sim de pessoas que se querem livres como o vento.



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

25 coisas a exterminar de casa

Li este artigo na revista activa

Achei interessante logo partilho



1 - O terceiro conjunto de fondue que lhe ofereceram. E o segundo. Pensa sempre que ele pode ficar para o enxoval da filha mais velha mas... será? Isso e o primeiro conjunto de fondue de chocolate - vamos ser honestas, são raríssimas as pessoas que o fazem.

2 - Os bibelots que nos oferecem no Natal - os 'apanha-pó', como também são conhecidos. Só servem para dar trabalho a limpar.

3 - Chávenas sem asa ou com amolgadelas, que guardou só para o serviço de café não ficar 'coxo'. Até pode ferir-se nelas e estão a ocupar espaço vital no armário da loiça.  

4 - Aquela pilha de jornais e revistas com anos, que guardou religiosamente para consultas futuras mas que não voltou a abrir.

5 - Metade dos frascos de vidro que guardou para o caso de precisar de um. Reciclagem com eles!

6 - Caixas de plástico sem tampa e tampas sem caixas de plástico. Fora com elas.

7 - As 20 meias orfãs de par que esperam o regresso da gémea desaparecida. Geralmente nunca aparecem e ficam a ocupar espaço válido numa gaveta já de si sobrelotada.

8 - Os cadernos antigos dos seus filhos e os livros que já não podem passar para o irmão mais novo. Devem ser doados a instituições, à Bolsa de Livros Escolares que muitas empresas, escolas e Câmaras Municipais têm. Só ocupam espaço válido no armário ou no sótão - que é geralmente o destino final deles.

9 – Os sacos de plástico que guardou à espera de reutilizar – não reutiliza metade e, quando dá conta, tem um monstro a viver debaixo do lava-louças ou ao canto da despensa.

10 - Sapatos velhos. Não gosta deles? Dê-os. Adorava-os mas já não estão minimamente em condições? Lixo!

11 - T-shirts do tempo em que ainda andava no liceu, desbotadas e comidas pela traça, que guarda  para andar por casa, fazer limpezas ou ir correr. Ok, guarde uma ou duas. Das outras 18 não vai precisar.

12 - Todos os envelopes/post its/ papéis velhos onde assentou números de telefone e contactos para não se esquecer. Tire meia hora do seu dia para os incluir na sua agenda e livrar-se dessa tralha na secretária.

13 - Todos os recibos velhos, bilhetes de autocarro, listas de supermercado e demais papelada inútil que se acumula nos bolsos dos casacos e na carteira como uma praga.

14 - Calendários antigos. O de 2013 ainda pode estar por aí, escondido atrás da porta da cozinha.

15 - Qualquer objecto antigo que tenha concordado em tirar de casa dos seus pais, só por remorsos, até porque já nem gosta, não usa ou não tem qualquer finalidade atual para aquilo.

16 - Livros que detestou. Faça doações a amigos ou instituições ou venda-os numa feira de garagem – se não mudaram a sua vida, ainda vão a tempo de mudar a de alguém.

17 - Aquela toalha velha e rota que usa como tapete, para quando sai do banho.

18 - As resmas de canhotos de bilhetes de concertos/bilhetes de avião de viagens maravilhosas/bilhetes de cinema para ver aquele filme memorável/conta do restaurante onde ele a pediu em casamento, que guardou como tesouros numa caixa. Se calhar, já nem se lembra de ter feito metade daquelas coisas e nunca mais voltou a abrir o baú das preciosidades. Se é mesmo sentimental e se, de vez quando, abre mesmo a caixa do tesouros, o caso muda de figura. Mas, ainda assim, pode fazer uma escolha do que é importante para si, já com a distância temporal certa para ponderar no que é realmente inesquecível.

19 - Máquinhas e engenhocas que comprou a pensar que iam mudar a sua vida, poupar tempo e dinheiro, torná-la numa superchef de cozinha mas que, na verdade, nunca usou e, se usou, percebeu que não tinham utilidade real na sua vida. Sugestão: venda-os num site de artigos em segunda mão, se ainda estão funcionais, e faça algum dinheiro com elas.

20 - Brinquedos dos seus filhos, que guarda porque lhe parte o coração dar aquilo. Acabam sempre no sótão e nunca mais ninguém brinca com eles. Será melhor doá-los a uma instituição, para que ainda possam fazer alguma criança feliz.

21 - Medicamentos fora do prazo.*

22 - Cassetes de video e DVD de filmes que também não mudaram a sua vida. Troque com os amigos – o filme detestado por uns é o clássico de outros.

23 - Canetas que não escrevem. Toda a gente tem, pelo menos, duas canetas que não escrevem em casa. E há quem tenha estojos inteiros cheios dele. Ou isqueiros sem gás. São sempre as canetas que não escrevem e os isqueiros que não trabalham que aparecem primeiro, quando precisamos de um.

24 - Manuais de instruções para máquinas que já se avariaram ou que não usa.

25 - Acessórios com os quais já não se atrevia a sair à rua; pulseiras e colares velhos e sem valor real, que nunca mais usou e que só se enredam uns nos outros, dentro do guarda-jóias.










terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Até sempre prof. Ruben


Neste que é o último dia do ano já chorei.
Chorei porque soube que partiu um HOMEM que admiro muito. Por quem tinha imenso respeito e admiração. 
Trabalhei com ele durante 5 anos no saudoso Correio da Horta mas já oconhecia desde a meninice.
Foi ele que, semana após semana, na Biblioteca Itinerante, me trazia os livros para eu ler.
Foi ele que, semana após semana, me aconselhava sobre os títulos que melhor se adequavam à minha idade e às matérias que ia aprendendo na escola.
Mais tarde, foi ele que me ensinou o pouco que sei sobre jornalismo.
Foram cinco anos de trabalho diário e de ensinamento!
Um HOMEM com H grande, a quem a vida pregou muitas partidas mas que nunca desistiu.
Foi e é, o pilar de uma família maravilhosa, mas para mim vai ser sempre o Prof. Ruben Rodrigues.
É com pesar e tristeza que recebi esta notícia.
É uma figura ilustre que se perde na nossa praça mas é também um AMIGO que perco. Nunca me esquecerei das lições que me deu nem do quanto me incentivava a prosseguir os estudos.
Recentemente lançou o seu último livro e estava cheio de projetos. A vida foi madrasta...
Este não é um escrito da jornalista Maria José, é um desabafo de alguém que aprendeu imenso com ele. De alguém que o admirava imenso e que certamente vai sentir saudades.
Um abraço forte a toda a sua família!

Muito mais havia a escrever mas hoje faltam-se-me as palavras. Um dia serei capaz de escrever o adeus merecido a este grande homem que um dia escreveu "“Desgrenhado e semi-nu um grupo de crianças, coberto de pó e caliça, chorava, convulsivamente, ao derredor de uma mulher, ainda jovem, que, petrificada, olhar esgazeado, perdido na imensidão do nada, sentada sobre uma soleira de basalto, comprimia, no seu colo e contra o peito, uma criança de uns cinco anos, inerte, sem vida, rosto e corpo ensanguentados, fazendo lembrar, na angústia do quadro envolvente, a Pietá de Miguel Ângelo”.


Ruben Rodrigues nasceu a 16 de Novembro de 1934 na cidade da Horta. Frequentou a Escola do magistério Primário do mesmo burgo, tendo exercido no Faial, Pico e Terceira. Em 1996, a residir na Madalena do Pico, passou a integrar os quadros da Fundação Calouste Gulbenkian.
Na década de 7 foi eleito, por uma maioria do Conselho Municipal, vereador do Município da Madalena. Após a Revolução dos Cravos integrou a Comissão Administrativa da Câmara Municipal da Horta e mais tarde, inteirou um Conselho Municipal. Em 1993, encabeçando, como independente, a lista do Partido Socialista, foi eleito Presidente da Assembleia Municipal.
Foi co-fundador e primeiro presidente da direcção do CRP Madalena do Pico. Na Horta assumiu o cargo de presidente da direcção do Angústias Atlético Clube durante quatro anos.
No jornalismo colaborou no “O Dever”; “Correio da Horta”, “Açores”, “Bom Combate”, “O Telegrafo”, “Rádio Clube d’Angra”, “RDP-Açores”, “RTP –Açores”. Exerceu o cargo de director do matutino “O Telegrafo” e do vespertino “Correio da Horta”.
Foi distinguido pelo Município da Horta com o diploma pelo seu papel na promoção de um jornalismo de defesa intransigente dos direitos do Faial. No Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, foi-lhe conferido, pelo presidente da República, Jorge Sampaio, o Grau de Oficial da Ordem de Mérito.